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WRC, Rali de Portugal/PEC2: Oliver Solberg passa para a frente

José Luis Abreu by José Luis Abreu
7 Maio, 2026
in Ralis, WRC
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Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) assinou o melhor tempo em Sever/Albergaria, e colocou-se em destaque numa especial muito limpa, mas extremamente traiçoeira, marcada por pedras soltas, pouca aderência e forte degradação da estrada.

Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) limitou danos ao abrir a estrada, Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) perdeu terreno, Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) e Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) mantiveram-se na luta sem encontrar o equilíbrio ideal, mas ambos tiveram boas notícias com grandes subidas na classificação.

Solberg é agora o líder, 3.4s na frente de Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) que nesta especial foi apenas quarto classificado. Neuville subiu seis posições, para o terceiro lugar, Ogier é quarto, quatro décimos atrás do belga, Evans caiu para quinto, e está agora a 8.2s da frente.
Seguem-se Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1), Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally1), Taka Katsuta, Jon Armstrong (Ford Puma Rally1), Joshua Mcerlean (Ford Puma Rally1) e Martins Sesks (Ford Puma Rally1) que começou mal o rali, e nem os seus colegas de equipa consegue bater de momento.

No WRC2, desta feita venceu Jan Solans (Skoda Fabia RS Rally2), 2.0s na frente de Mille Johansson (Ford Fiesta Rally2), seguindo-se Alejandro Cachón (Toyota GR Yaris Rally2, Yohan Rossel (Lancia Ypsilon HF Rally2)
Andreas Mikkelsen (Škoda Fabia RS Rally2) e Roope Koorhonen.
Com este triunfo, Solans é agora o líder do WRC2, com 5.6s de avanço para Cachón, numa luta espanhola pela primazia do WRC2. Rossel é terceiro a meio segundo de Cachón, Mille Johansson subiu quatro posições e é quqrto com o exato mesmo tempo que Andreas Mikkelsen (Škoda Fabia RS Rally2)

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Filme da especial
Elfyn Evans foi o primeiro a entrar na especial e percebeu de imediato que a estrada ia cobrar caro. O galês abriu o troço numa estrada muito limpa e solta, quase sem apoio, e começou por marcar o mesmo tempo de Takamoto Katsuta no primeiro parcial, antes de ganhar alguma vantagem à medida que os quilómetros avançavam.
No fim, fechou o troço com 15:21.5, mas sem escond­er que a tarefa de varrer a terra tinha sido penalizadora: faltou-lhe tração, sobretudo na parte final, e o tempo refletiu isso.

Katsuta seguiu o colega da Toyota e, apesar de um andamento razoável, nunca conseguiu transformar o esforço em algo realmente forte. Foi perdendo terreno para Evans nos parciais intermédios e, no final, ficou a 3.8 segundos do ritmo de referência. O japonês reconheceu que a sensação não era brilhante e admitiu que a prova estava muito escorregadia em vários pontos, ainda que mantivesse o foco em aproximar-se de Evans ao longo do dia.

A fase mudou quando Oliver Solberg entrou no cenário. O sueco começou a fazer ‘verdes’ nos parciais e deixou logo a sensação de que estava a encontrar algo mais no piso solto. Foi o mais rápido ao primeiro parcial, continuou a acelerar e acabou por assinar um tempo impressionante, 8.1 segundos mais rápido do que qualquer um até então. Apesar da excelente marca, Solberg mostrou-se longe de satisfeito, dizendo que as sensações não eram boas e que ainda tinha dúvidas sobre a escolha de pneus, numa especial cheia de pedras soltas e com o medo constante de furos.

A luta ficou então aberta para os nomes mais experientes, e Sébastien Ogier entrou em ação com a sua habitual precisão, ainda que sem equilíbrio perfeito no Toyota GR Yaris. O francês, sete vezes vencedor em Portugal, melhorou face ao início, mas terminou o troço atrás de Solberg, reconhecendo que o carro ainda não estava fantástico, apenas um pouco melhor do que antes.

Thierry Neuville veio a seguir e confirmou que a Hyundai estava a encontrar mais ritmo do que na primeira passagem. O belga assinou o segundo melhor tempo até esse momento, a 1.4 segundos de Solberg, mas confessou que continuava sem confiança na aderência e que perdera tempo logo no início devido a um meio pião. A especial estava técnica, cheia de linhas diferentes e com pouca margem para erro, e Neuville deixou claro que a falta de feeling no grip continuava a ser um problema por resolver.

Sébastien Ogier, apesar de continuar a lutar com o comportamento do Toyota, conseguiu ser o segundo mais rápido até então, ainda 3.1 segundos atrás de Solberg, num registo de contenção mais do que de ataque puro. O mesmo se passou com Adrien Fourmaux, que entrou mais tarde e aproveitou a evolução da estrada para se posicionar como o mais rápido no primeiro parcial até esse momento. O francês fechou o troço com 15:16.8, ficando a 3.6 segundos de Solberg, mas saiu satisfeito por ter feito uma passagem limpa, ainda que muito cautelosa por causa do risco de furos.

Nos parciais finais, a especial começou a mostrar o seu desgaste mais evidente. Dani Sordo foi o seguinte a completar o percurso e, apesar de perder 10.3 segundos para o melhor tempo, manteve-se no lote dianteiro, agora em sétimo da geral. O espanhol explicou que o problema era simples: faltava aderência e o carro não lhe dava tração suficiente, embora sublinhasse que num rali longo o importante era sobreviver ao troço e preservar o que restava dos pneus.

Depois apareceu Jon Armstrong, que passou perto de um toque sério com um barranco e ainda assim conseguiu trazer o carro até ao fim, embora a 12.9 segundos de Solberg.
O irlandês falou numa passagem quase exploratória, numa especial muito estreita, técnica e com piso polido pela chuva, onde a confiança foi sempre curta. A M-Sport seguia em modo de sobrevivência, e isso ficou ainda mais claro com Josh McErlean, que também montava pneus duros e encontrou um piso cada vez mais escorregadio e compacto, sem capacidade para morder a gravilha. Terminou em 15.30.7, queixando-se da falta de ritmo e admitindo que a estratégia podia só valer a pena no longo prazo, graças à gestão dos pneus.

A fechar o lote da M-Sport, Mārtiņš Sesks foi o melhor dos Ford, embora o resultado geral continuasse longe da frente. O letão foi sétimo mais rápido e deixou a sensação de algum progresso, ainda que irregular, dizendo que o comportamento do carro oscilava demasiado e que a equipa tinha trabalho para fazer.

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Tags: Rali de Portugal
José Luis Abreu

José Luis Abreu

Entre curvas e muito pó, descobri que o olhar treinado pela fotografia e a paixão pelos ralis só podiam levar a um destino: o jornalismo desportivo. E já lá vão mais de 30 anos…

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