O Central European Rally, agendado entre 16 e 19 de outubro e disputado pela Alemanha, Áustria e República Checa, surge como palco de decisões fundamentais no Mundial de Ralis 2025. Com o campeonato a entrar na reta final, cada ponto vai ajudar a determinar o novo campeão, quer na categoria principal, quer no JWRC, onde cinco duplas mantêm aspirações matemáticas ao título.
Pilotos e equipas sob pressão em pisos imprevisíveis
Depois de dois ralis de terra na América do Sul, o WRC regressa ao asfalto – mas este não é um asfalto convencional. As estradas do CER alternam rapidamente entre troços rápidos e secções técnicas, dificultando a leitura de aderência, especialmente com chuva, lama e cascalho trazidos por carros que rodam antes dos concorrentes. Tal diversidade exige máxima atenção na afinação, escolha de pneus e comunicação das equipas, pois o terreno pode oscilar entre aderente e traiçoeiro de quilómetro para quilómetro.
Títulos em aberto e favoritos em destaque
Na luta pelo título de pilotos, Sébastien Ogier chega à prova como líder, com apenas dois pontos de vantagem sobre Elfyn Evans, colega da Toyota Gazoo Racing, e Kalle Rovanperä ainda na perseguição.
Um bom resultado em Passau poderá ser decisivo para o desfecho do campeonato.
Entre os fabricantes, a Toyota tenta fechar as contas, mas a concorrência da Hyundai permanece forte: a equipa sul-coreana venceu todas as edições anteriores do CER, com Thierry Neuville e Ott Tänak já celebrando neste asfalto.
Voltando aos pilotos, Ott Tanak já disse que este rali é para si uma espécie de tudo ou nada, já que a 43 pontos de Ogier, ou vence, e de preferência vê os adversários atrasarem-se, ou só um ‘milagre’ lhe permitiria voltar a ser campeão. Quanto a Evans, depois de liderar boa parte do campeonato, está agora dois pontos atrás de Ogier, e depois de em duas tentativas ter perdido o campeonato para Ogier, e de já ter sido quatro vezes segundo no campeonato, pode ser ‘desta’ que consegue. Mas tem muito trabalho pela frente.
Quanto a Kalle Rovanpera, que já revelou estar de saída do WRC, pode ter aí a motivação que precisa para sair em beleza. Ter dois ralis de asfalto pela frente, ajuda, mas recuperar 21 pontos a Ogier em três ralis não lhe vai ser nada fácil…

No JWRC, Taylor Gill lidera uma classificação aberta, com duplas jovens a mostrarem evoluções notáveis — sinal de renovação na disciplina.
Expectativa elevada e tradição de imprevisibilidade
O rally atravessa paisagens singulares e repete o seu caráter internacional ao passar por três países num único dia. A história mostra que erros podem ser decisivos numa prova onde margens de risco são apertados e a estratégia pode virar a qualquer momento. Nomes como Ogier, Evans e Tänak têm contas a ajustar neste regresso ao asfalto, e a lista de inscritos combina campeões consagrados com jovens promessas.
Olhos postos no power stage e nos pontos finais
Com o “Power Stage” de Mühltal a fechar o programa no domingo, máxima atenção aos pontos extra e à gestão dos riscos até ao último quilómetro. O rally promete começar a ajudar a definir campeões, selar conquistas e deixar marcas na história do WRC, com a imprevisibilidade como ingrediente central.











