O Campeonato do Mundo de Ralis da FIA é sobre desporto, competição e, claro, aventura, e isso fica evidente em eventos como a penúltima ronda da série, o Rali da Europa Central (17 a 20 de outubro). Com troços que passam pela Alemanha, Áustria e República Checa, este rali oferece uma experiência única. Em Pleckensteiner Wald, por exemplo, um simples passo à direita leva-o da Alemanha para a Áustria, e outro à frente coloca-o na República Checa. Três países em poucos passos, algo raro no mundo do desporto motorizado.
Além do seu caráter trinacional, a paisagem deste rali é uma das mais bonitas da temporada. As montanhas podem não ser tão imponentes como os Andes, mas são igualmente impressionantes.
E quando não são os picos, são as florestas que encantam, sejam elas da Baviera ou da Boémia, dependendo do lado da fronteira.
Competitivamente, o Rali da Europa Central é um dos desafios mais complexos do ano. O clima pode mudar rapidamente, tornando o terreno imprevisível – o que está seco num lado pode estar húmido noutro, especialmente nas áreas cobertas pelas densas árvores. A configuração do carro pode parecer perfeita num momento, mas um capricho do clima pode mudar tudo.
Este cenário, repleto de paisagens deslumbrantes e fãs vindos de toda a Europa Central, marca o último grande capítulo europeu da temporada 2024 do WRC, prometendo ser tão emocionante quanto as rondas anteriores.
Vencedor do Rali da Europa Central no ano passado, Thierry Neuville pode conquistar o título já nesta prova. Foi ele o vencedor da prova do ano passado, é um bom piloto de asfalto, e ainda que o rali seja significativamente diferente este ano, ao belga basta gerir as posições dos adversários e eventualmente atacar no momento certo para fazer ‘xeque-mate…
Seja como for, para Neuville, arriscar demais não está no programa, pois se o título não ficar resolvido aqui, muito dificilmente escapará no Japão.










