A sexta especial do rali transformou-se num autêntico tabuleiro de xadrez, onde Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) relançou a luta pela vitória. Ao operar uma reviravolta estratégica nas afinações, o belga desalojou Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) da segunda posição e colocou o líder Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) sob pressão direta, num troço marcado por condições “sujas” e traiçoeiras que exigiram nervos de aço aos sobreviventes.
O belga está agora a 7.4s de Pajari com Katsuta um segundo mais atrás. O trio da frente está separado por 8.4s
Filme da especial
A ação desenrola-se com Takamoto Katsuta a abrir caminho por entre um cenário degradado, cruzando a meta com um tempo sólido, embora admita que alcançar o topo hoje parece uma miragem.
Atrás de si, Adrien Fourmaux descreve a especial como “incrivelmente suja”, lutando contra a sujidade do asfalto num rali que não dá tréguas.
O líder, Sami Pajari, surge logo depois, optando por uma gestão equilibrada entre o risco e a velocidade; embora perca 1,8 segundos para Katsuta, mantém a compostura enquanto sente o hálito dos perseguidores.
É então que surge o momento de viragem: Thierry Neuville, transfigurado após mudanças cirúrgicas nos diferenciais e na suspensão frontal, esmaga o cronómetro.
Com uma condução precisa e livre das queixas de equilíbrio que o atormentaram, o belga sobe ao segundo lugar da geral, gritando ao mundo que a luta pelo ouro está viva.
No pelotão seguinte, McErlean mostra sinais de recuperação, navegando por entre o cascalho solto com uma confiança crescente, enquanto Hayden Paddon encerra o capítulo com nota positiva. O neozelandês, sentindo finalmente a aderência que lhe escapava, confirma que os passos dados na direção certa estão a aproximá-lo do ritmo dos líderes, numa tarde onde a inteligência mecânica começou a ditar quem subirá ao pódio.












