WRC, Rali da Croácia/PEC18: Solberg destaca-se no ‘super-domingo’, Neuville em ‘modo risco 0’’

Por a 12 Abril 2026 09:05

A antepenúltima especial do rali foi mais um exercício de nervos de aço e gestão estratégica, onde a sobrevivência mecânica se sobrepôs à velocidade pura. Tão perto do fim do rali, só mesmo Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) e Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) ‘andam’, com o sueco a bater o galês por 2.0s aumentando a margem do super domingo para 6.3s.

Compreensivelmente, Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) adotou uma postura conservadora, protegendo uma liderança que descreve como um “presente” para a Hyundai, num troço marcado por superfícies traiçoeiras.

Dificilmente algo mudará até final em termos de classificação e nem mesmo os dois primeiros lugares devem fugir a Solberg e Evans na PowerStage, pois com os abandonos de sexta-feira, é a única forma que têm para atenuar as perdas da classificação geral, onde nem ao top 10 vão chegar.

Filme da especial

O asfalto de Zagorska Sela despertou sob uma camada de pó traiçoeira, forçando Oliver Solberg a abrir caminho numa estrada onde a falta de aderência o impediu de se sentir plenamente comprometido.

Logo atrás, Elfyn Evans apostou tudo nos pneus duros, poupando os macios para o final do dia, mas viu o ritmo quebrar numa secção intermédia extremamente escorregadia.

O drama subiu de tom no habitáculo de Adrien Fourmaux: com o caderno de notas perdido algures, o copiloto Alex Coria foi forçado a ditar o caminho através do telemóvel, conseguindo ainda assim uma passagem limpa.

No meio do pelotão, Jon Armstrong e Josh McErlean lutaram contra a mutação constante do terreno, com o asfalto a tornar-se “brilhante” e perigoso, enquanto Hayden Paddon utilizava o troço como um laboratório de testes para segurar o quarto lugar.

Sami Pajari e Takamoto Katsuta, ainda a recuperar das cicatrizes de ontem, navegaram pela poluição da estrada com cautela redobrada, abrindo passadiço para um Thierry Neuville que flutuou sobre as armadilhas sem arriscar uma única décima, focado apenas em levar a vitória para casa.

Entre os WRC2, a Lancia viveu momentos de glória e tensão: Yohan Rossel avistou o triunfo histórico para a marca, apesar de ver o seu irmão, Leo Rossel, roubar-lhe alguns segundos num ataque feroz com pneus macios, enquanto Nikolay Gryazin confirmava a supremacia da marca italiana perante as dificuldades de Korhonen em encontrar mais velocidade.

FOTO @World

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