Elfyn Evans/Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1) venceram o Rali da Croácia, colocando fim a 567 dias sem triunfos, numa prova em que os habituais favoritos baquearam cedo, deixando Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe (Hyundai i20 N Rally1) na luta com o galês da Toyota e Ott Tänak/Martin Järveoja (Ford Puma Rally1). O belga liderou e estava a aumentar a pouco e pouco a sua vantagem, até que fez um pião, bateu numa pedra e danificou o carro ao ponto de ter que parar.
Com isso, Evans ficou com uma boa margem face a Ott Tanak, o estónio ainda tentou, mas o galês nunca permitiu que o homem da Ford se chegasse muito , até porque este tinha os seus problemas para resolver com o carro. Em determinado ponto da prova, Tanak percebeu que o segundo lugar era melhor que arriscar demasiado, até porque um problema de transmissão sábado à tarde, terminou com o seu ataque.
Com este conjunto de resultados, o campeonato ficou super animado com 11 pontos a separar cinco pilotos.
No ano passado, após quatro provas, o líder do campeonato, Kalle Rovanpera tinha 46 pontos de avanço face ao segundo classificado, Thierry Neuville. E a distância entre o primeiro e o quinto classificado era de…70 pontos.
Esapekka Lappi/Janne Ferm (Hyundai i20 N Rally1) foi um solitário terceiro classificado, ele que teve uma prova muito difícil em termos emocionais, devido à perda de um colega de equipa, Craig Breen. Faltou-lhe alguma confiança em alguns dos troços mais sujos, mas a consistência recompensou-o com o seu primeiro pódio com o Hyundai i20 N, um resultado bem vindo depois de ter desistido no México quando liderava.
Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen (Toyota GR Yaris Rally1) e Sébastien Ogier/Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1) ficaram em quarto e quinto, respetivamente, depois de uma luta em que não foi preciso ordens de equipa. O finlandês passou rapidamente o francês, que não quis ou não teve velocidade para reagir.
Tal como Ogier, o finlandês tinha caído para fora dos dez primeiros depois de ter trocado uma roda na PE2 na sexta-feira, mas voltou a subir na tabela com uma impressionante recuperação.
Ogier, que liderava o campeonato antes deste rali, também parou para mudar uma roda, ainda na sexta-feira e depois foi penalizado duas vezes. No total, a perda de tempo ascendeu a cerca de dois minutos e meio. Takamoto Katsuta/Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1) tiveram uma prova muito apagada, mas depois de dois abandonos e um 23º lugar, precisavam de terminar uma prova e fizeram-no igualando o resultado do Monte Carlo.
Com Pierre-Louis Loubet/Nicolas Gilsoul (Ford Puma Rally1) passou-se algo semelhante, terminou o rali nas posições habituais e com isso continua a acumular experiência ainda que continue a cometer pequenos erros aqui e ali. No México perdeu um roda na PE3, mas na Croácia não meteu nenhuma fora do sítio.
Ogier foi quem ganhou mais troços, sete, face aos seis de Rovanpera o que mostra bem que andaram entretidos em boas lutas.
O campeonato é que ficou muito interessante, já que Ogier e Evans somam agora 69 pontos, mais um que Rovanpera, com Tanak três mais atrás. Neuville deixou-se atrasar um pouco, mas com isto tudo é o que tem a melhor posição na estrada no primeiro dia do Rali de Portugal. Tendo em conta que Ogier não vem, desta feita, a Portugal é Evans que vai ter que ‘levar’ com essa tarefa. são dois Toyota na frente pelo que pode ser Tanak (3º) e Neuville (4º) que mais partido podem tirar disso.
Já a Toyota Gazoo Racing preservou o seu imbatível recorde no Rally da Croácia, ao mesmo tempo que aumentava a vantagem nos fabricantes sobre a Hyundai Motorsport, para 29 pontos.
Yohan Rossel, vencedor do WRC2, Nikolay Gryazin e Oliver Solberg, completaram o top10.













