Sébastien Ogier tem tudo para se sagrar tetracampeão do mundo de ralis neste Rali da Catalunha. O piloto francês, que neste momento ocupa a segunda posição da geral, a pouco mais de 5s de Dani Sordo, vê as suas hipóteses facilitadas pela saída de estrada de Andreas Mikkelsen, com o norueguês a perder o controlo do carro e a assistir sem poder fazer nada a como a traseira do seu Polo R WRC batia violentamente num rail de proteção, durante a PEC 12. Tal provocou uma reação em cadeia que fez com que o carro voltasse à estrada e capotasse diversas vezes até eventualmente ‘descansar’ em cima do tronco de uma árvore.
Mikkelsen, que até aqui ocupava na prova o terceiro posto da geral, atrás de Ogier, sabia que o atual tricampeão precisava de apenas 16 pontos para conquistar novo ceptro. Bastava que Ogier terminasse em segundo para que isso acontecesse, mas é certo que com a saída do colega de equipa norueguês da luta pelos lugares cimeiros essa tarefa está ainda mais facilitada – ele que ocupa o segundo lugar no classificação relativa ao campeonato do mundo de pilotos.
Agora, para que Ogier não saia de Espanha como campeão, Thierry Neuville, terceiro classificado do campeonato, tem de vencer esta prova e ainda a Power Stage, esperando ainda que o francês não marque qualquer ponto. Ou seja, que tenha qualquer contratempo até domingo, seja falha mecânica ou saída de estrada. Com a regularidade a que já nos habituou, a probabilidade da segunda hipótese vir a acontecer é muito reduzida, até por aquilo que está em jogo. Mas em 2015 Ogier foi mesmo surpreendido na última Power Stage do Rali da Catalunha, lembrando que tudo pode acontecer até ao último metro. Ciente das suas boas probabilidades, o francês confirmou no final da PEC12 que “o trabalho está quase feito”.











