Quem diria! Um rali que entrou no Mundial em 2002, precisamente por causa do poderio económico do país – e sabemos bem à custa de quem – , esteja agora em dificuldades, precisamente por causa de falta de financiamento.
Depois de ter ficado fora do calendário de 2020, e também do de 2021, a prova alemã pode não ter condições para regressar em 2022, apesar disso estar previsto. É que uma rádio da zona onde se realiza a prova, Saarland, a Saarländischer Rundfunk revelou que a ADAC, o ACP lá do sítio, responsável pela organização da prova, está com dificuldades de arranjar financiamento para a prova, pois a região não tem meios para acolher o Rali da Alemanha.
Contudo, pode haver uma solução. Há algum tempo que se fala da possível passagem do Rali da Alemanha, para a Baviera, mais perto da Rep. Checa, e da Áustria.
Tal como aconteceu com o Rali de Portugal de 2015, que depois de uma década no Algarve, onde sempre houve excelentes troços e condições para fazer a prova, o ACP quis ir para o Norte onde também há excelentes troços e condições, mas também público. E levar o WRC para mais perto da República Checa pode ser um ponto de viragem para a prova, vindo com isso também o facto do turismo da Áustria e Rep. Checa poderem contribuir para a realização da prova.
Chegou a estar em cima da mesa um percurso transfronteiriço, e quem conhece o Rali Barum, sabe perfeitamente que os ‘checos’ são ‘loucos’ pelos ralis, e este tipo de emoção interessa muito ao Promotor da competição. Fala-se igualmente no Rali das Três Cidades que se realiza numa zona junto à Áustria e também muito perto da Rep. Checa e como se percebe a solução deverá andar por estas zonas, para potenciar a presença de público e o turismo. Praga, Salzburgo, Munique e Nuremberga são tudo cidades que estão a menos de 200 Km desta zona, o que se ‘faz’ em hora e meia, duas horas. Já dá para perceber a ideia dos alemães. Pode estar aqui a solução. Resta aguardar.











