WRC: Quem vai vencer o Rali de Portugal?
O Mundial de Ralis está de regresso a Portugal pela 43ª vez, e logo numa fase da competição em que os quatro primeiros classificados estão separados por apenas quatro pontos e Thierry Neuville a fechar o quinteto da frente, a 11 pontos do líder, Elfyn Evans. Este equilíbrio pontual espelha bem o que tem sido este ano o campeonato, em que a Toyota tem estado melhor, aproveitando bem o ‘part time’ de Sébastien Ogier, que já venceu duas vezes em quatro ralis, com Elfyn Evans a vencer na última prova, a Croácia, e Ott Tanak a triunfar na Suécia.
Seja como for, a Hyundai não está longe em termos competitivos, e têm sido os detalhes a determinar as classificações, mais do que claro domínios. Por isso, espera-se uma forte discussão entre Toyota, Hyundai e M-Sport que promete animar os troços portugueses, com quase 90 equipas – a melhor lista do ano do WRC – a enfrentarem 325,35 quilómetros de classificativas disputadas ao cronómetro, entre sexta-feira e domingo.
Quinta ronda do calendário, a jornada organizada pelo ACP promete reeditar a intensa discussão entre as três equipas da categoria-rainha do Mundial, com a Toyota Gazoo a assumir, para já, o papel de favorita, o que em Portugal se pode revelar errado, pois são precisamente dois Toyota, Elfyn Evans e Kalle Rovanpera, que vão abrir a estrada no primeiro dia, e isso pode ser um presente envenenado que Sébastien Ogier, apesar de gostar muito da prova portuguesa, preferiu este ano ‘declinar’. Vai ao Rali da Sardenha, que é logo a seguir a Portugal e já terá sido passado por vários pilotos (espera-se) no campeonato e por isso volta a ter condições de lutar na frente num rali de terra, tal como sucedeu no México que venceu, o que não sucederia (previsivelmente) em Portugal, rodando nas Serras da Lousã e Açor (Góis e Arganil) como primeiro na estrada.
Sendo natural que Elfyn Evans tenha muitas dificuldades no primeiro dia de prova, já o campeão do Mundo em título, Kalle Rovanperä, que vai tentar repetir o histórico triunfo no Vodafone Rally de Portugal no ano passado, mas também não vai ter vida fácil, pois o plantel está este ano bem mais equilibrado que há um ano.
O jovem finlandês já admitiu que não conseguiu até aqui extrair todo o potencial do seu Toyota nas quatro primeiras provas do ano, mas ainda assim, a sua maturidade permitiu-lhe sair da Croácia a apenas um ponto de Evans e com três de vantagem sobre Ott Tänak. E não está a correr bem, faria se estivesse…
O estónio, que deixou a Hyundai para o ser o ponta-de-lança da M-Sport Ford, dominou no gelo da Suécia, em fevereiro, e terminou em segundo na Croácia, com queixas sobre a eficácia do seu Puma Rally1. O binómio Tänak-Ford também é um indiscutível candidato à vitória nos troços do Centro e Norte do país, onde o ex-campeão do Mundo já ganhou em 2019. Ott Tanak é claramente um dos favoritos ao triunfo neste rali, mas depois dos problemas com a afinação do Puma que teve no México, sendo esta a segunda prova de terra do ano, vamos ver como lhe correm as coisas, e sendo terceiro na estrada, não ajuda, mas também não é tão mau quanto para Evans e Rovanpera.
Mais pressionado está Thierry Neuville, que perdeu uma oportunidade de ouro de passar para o comando do WRC na Croácia, apesar dos 11 pontos de desvantagem para Evans (com 30 pontos em discussão em cada prova) não serem uma diferença significativa, a verdade é que, ironicamente, o belga torna-se num dos principais favoritos a vencer em Portugal muito porque a sua posição na estrada pode dar-lhe um impulso muito bom no primeiro dia de prova e deixá-lo bem posicionado para a luta dos dois dias seguintes.
O belga é a grande esperança da equipa Hyundai na luta pelo título, está pressionado e o seu resultado em Portugal será crucial para as suas aspirações. Claramente vai tentar repetir a vitória de 2018, em Portugal.
Do lado de Esapekka Lappi e Dani Sordo estão duas alternativas sólidas a Neuville na Hyundai, embora o finlandês surja algo atrasado no campeonato, no 6.º lugar, a 38 pontos da liderança. Já o veterano espanhol que, habitualmente, é muito competitivo em Portugal, esta época, apenas disputou duas provas. Qualquer um deles, rodando mais atrás, pode colocar-se em boa posição para as lutas na frente e estamos perfeitamente convencidos que este Rali de Portugal pode ser o mais equilibrado em muito tempo.
Por fim, Takamoto Katsuta (Toyota Gazoo) e Pierre-Louis Loubet (M-Sport Ford) estão à espreita de uma oportunidade para brilhar, o que, no caso de ambos, significaria uma subida ao pódio final, em Matosinhos, no domingo, mas não devem ter grandes hipóteses numa prova difícil como Portugal, a não ser que exista uma hecatombe de problemas à sua frente.
Resumindo tudo isto, os Toyota, carro, equipa e pilotos, são globalmente melhores, mas têm nesta prova o handicap da posição na estrada, por isso poderá ser a Hyundai a ir para a frente desde muito cedo caso as coisas lhes corram a contento. Pelo meio, Ott Tanak e a M-Sport/Ford. Se o carro estiver ao gosto do estónio, e não tiver os ‘gremlins’ de afinação que lhe retiram confiança, Tanak será um fortíssimo candidato a vencer em Portugal. Se voltarem as ‘crises’ de afinação do carro, então espere-se no máximo um pódio sofrido.
Era bom que todos estivessem no seu melhor, porque se isso suceder poderemos ter uma prova épica, já que na prática, seis pilotos podem vencê-la. Vamos ver o que sucede, sendo certo que a 6ª Feira vai mostrar muita coisa, mas a prova deve decidir-se apenas no sábado, ou se tudo estiver muito equilibrado, pode ‘durar’ até à PowerStage, o que seria um sonho…

O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI




