Ott Tanak foi protagonista de uma das trocas mais surpreendentes deste defeso, quando se mudou da Hyundai para a M-Sport. O piloto estónio falou do que motivou a sua saída e do que espera no seu regresso à estrutura britânica.
Tanak é agora um dos melhores pilotos do WRC e poucos esperavam que o campeão do WRC de 2019 trocasse a Hyundai, estrutura oficial, pela M-Sport, que é uma equipa privada e, por isso, com menos meios. Mas foi mesmo isso que aconteceu e Tanak quis mudar de ares, com o segundo classificado de 2022 e melhor piloto da Hyundai a deixar a marca coreana para regressar à estrutura de Malcolm Wilson.
Regressando ao que viveu na Hyundai nos últimos tempos, Tanak deixou bem claro que não foram momentos muito felizes os que viveu na sua agora ex-equipa, especialmente com uma relação cada vez mais distante com Thierry Neuville com quem partilhou o protagonismo e o papel de nº1, o que nunca quis:
“Eu nunca quis ser o piloto número um lá. O meu objetivo era fazer com que a equipa trabalhasse e fizesse as coisas certas. Também posso dizer que não tive o apoio de todos os meus companheiros em 2019. Kris Meeke e Jari-Matti Latvala não me deram muitos pontos”, afirmou Tänak ao blog da Betsafe. “Não tenho nada contra ele [Neuville]. Desporto é desporto, e se queremos vencer, temos que acertar tudo.”
“Tudo estava muito confuso. Entrei para a equipa quando a pandemia começou. Na primeira temporada, quase não vi a minha equipa. Na segunda temporada, não fomos lentos, mas houve muitas interrupções. De certa forma, os três anos anteriores foram um pouco difíceis. “A situação da equipa era muito difícil. Foi muito difícil passar uma mensagem clara sobre, por exemplo, o que vai acontecer na próxima temporada. Se um atleta quer ter sucesso, precisa sentir-se bem. Não foi muito bom fazer os últimos ralis da equipa. Era uma obrigação para mim”.
Tanak sabe que agora tem um novo desafio pela frente e que não será fácil, mas parece disposto a abraçar essa exigência e lutar para chegar ao título:
“Claro, temos muito a aprender, mas as pessoas da equipa estão muito motivadas e querem provar que somos capazes. A equipa é pequena, mas o espírito é grande. De certa forma, estamos numa situação bastante difícil, porque começamos a temporada do zero e não pilotei o carro em condições diferentes. Pode ser uma pequena desvantagem em relação aos outros, mas, por outro lado, acredito que com muito trabalho posso transformar as coisas em algo positivo. Sim, eu acredito nas nossas possibilidades.”









