A época que Oliver Solberg fez nos Rally1 com a Hyundai dificilmente poderia ter outro desfecho que não um recuo. Que aconteceu. Saiu da Hyundai e apesar de Petter Solberg, o pai ter tentado junto da M-Sport seduzi-los para um projeto, isso não foi possível e uma declaração de Solberg pai numa entrevista a um jornal sueco diz tudo: “temos que nos lembrar que o Oliver tem apenas 20 anos”.
Ou seja, o projeto ‘Monster’ fica em ‘águas de bacalhau’, pelo que o jovem sueco tem de voltar ao WRC2. O que Oliver Solberg já fazia nos Rally2, prometia, mas também se percebia que não estava pronto para muito mais.
Este ano, com a Hyundai, num Rally1, teve pela primeira vez um programa completo no WRC, mas mostrou que ainda não tem ‘cabedal’ para isso. Mostrou rapidez, a espaços, mas alternou isso com acidentes absolutamente incríveis. Mostrou pouca ou nenhuma consistência. Andou bem na Suécia, até ter problemas, na Croácia, uma saída e o carro a arder, no Safari, era 6º até aos furos e toques em pedras, desistiu com um problema mecânico. Na Estónia um toque, partiu a direção, na Finlândia, durou 300 metros atirando para a sucata mais um Hyundai. Na Bélgica, 4º e a melhor classificação de sempre no WRC. 5º na Nova Zelândia, bom, mas terminou a época mais cedo.
Portanto, tal como já admitiu Petter Solberg, não chegaram a acordo com a Ford, pelo que o WRC2 é a única solução para se manter na ‘caravana’ do WRC.
O jovem sueco deve correr no WRC2 com um dos novos Skoda Fabia RS Rally2, devendo no entanto começar a competição com um VW Polo GTI R5, porque as entregas dos novos Skoda demoram para quem só tomou decisões agora.
Segundo Petter Solberg, a equipa com Tanak foi uma possibilidade, pelo que o estónio, que já testou o Ford Puma Rally1, se correr em 2023, é com a M-Sport/Ford.










