Oliver Solberg/Sebastian Marshall (Hyundai I20 Coupé WRC) terminaram o primeiro dia do Rali do Ártico/Finlândia no oitavo lugar, uma prestação que é a todos os níveis impressionante. O jovem sueco foi 10º na PE1 depois de ter ‘torrado’ os pneus cedo, perdendo a maioria do tempo num cruzamento em que teve de fazer marchas-atrás. No segundo, numa especial de 31.05 Km, à noite, foi quarto à geral, na sua segunda especial com um World Rally Car, isto com apenas 19 anos.
Se questionarmos como é possível, basta lembrar que apesar do jovem disputar ralis desde 2017, quando ainda tinha apenas 14 anos, depois de dois anos a guiar Peugeot 208 R2, em 2019 Solberg já estava a guiar um R5. Nesse ano fez 14 ralis, e em ano de pandemia, 2020, mais 12.
Portanto, ritmo, não lhe falta e 26 ralis em dois anos dão muita bagagem. Como se percebe, isto trata-se de um curso acelerado, ao ponto de chegar a 2021 e já estar a disputar o seu terceiro rali do ano, o primeiro com um World Rally Car. Para se perceber melhor o nível de aprendizagem a que Oliver Solberg está sujeito, nem é preciso dizer que em casa tem o pai, Petter Solberg, com duas décadas de experiência em ralis (por acaso, a mãe, Pernilla, também foi piloto de ralis) e para ajudar na sua evolução o jovem deu-se ao luxo de aprender francês para melhor poder aprender com os onboard de Sébastien Loeb e Daniel Elena, e Sébastien Ogier e Julien Ingrassia. Imagine-se quantos pilotos de ralis quiseram aprender outra língua, para para melhor ‘compreender’ as duas duplas que dominaram os ralis nos últimos 17 anos. Exceção feita ao título de 2019, alcançado por Ott Tanak, sabe quem foi Campeão antes dos franceses reservarem para si todos os títulos entre 2004 e 2018? Pois foi, Petter Solberg.
Vamos ver como o rali termina, mas para já é claro que este jovem não vai demorar muito a fixar-se no WRC, e possivelmente, dentro de alguns anos, está a disputar títulos com Kalle Rovanpera.










