O último Rali da Polónia trouxe uma imprevisibilidade e entusiasmo como há muito não se via no WRC, sobretudo porque o estónio Ott Tanak esteve na iminência de conquistar a sua primeira vitória no Mundial de Ralis e de dar igualmente o primeiro triunfo ao fabricante de pneus britânico Dmack. Caso tivesse conseguido concluir o rali na primeira posição, Tanak seria ainda o primeiro vencedor privado desde há muito no WRC, uma prestação memorável que não passou ao lado do atual tricampeão do mundo Sébastien Ogier.
O francês foi dos primeiros a oferecer um abraço de consolação no final da Power Stage, levantando o braço de Tanak em sinal de vitória – um gesto aplaudido por todos.
“Penso que todos sentimos pena dele naquele momento, por isso foi o que eu lhe disse. Ele merecia realmente a vitória. Como sempre na Polónia, ele estava a guiar como um louco – realmente depressa, e foi apenas a falta de sorte que lhe impediu de vencer o rali”, disse o campeão, a propósito do furo que afetou Tanak na penúltima especial do evento e que o fez perder cerca de um minuto e trinta segundos.
“Faz parte do desporto, mas quando estás tão perto da tua vitória é muito difícil de aceitar. Mas ele marcou igualmente bons pontos, e isso é sempre importante”.
Ogier também elogiou Mikkelsen por estar no lugar certo à hora certa para retirar partido do azar de Tanak: “Não é um triunfo roubado. O Andreas guiou bem todo o fim de semana e foi sempre muito rápido, portanto é uma boa vitória”.










