WRC: Evans aproveita, Ogier queixa-se, Hyundai à espera dos pisos de terra

Por a 29 Maio 2026 15:22

Elfyn Evans terminou a primeira etapa do Rali do Japão na liderança, com uma vantagem de 15,7 segundos, numa sexta-feira marcada pelo domínio absoluto da Toyota Gazoo Racing, que ocupou as quatro primeiras posições da geral.

O líder do campeonato tirou partido de uma posição favorável na estrada e de uma condução consistente nos estreitos troços de asfalto de Aichi para superar Oliver Solberg e Sébastien Ogier, segundo e terceiro classificados, respetivamente. Sami Pajari fechou o quarteto da Toyota, já a 41,5 segundos da frente.

Evans capitaliza condições e ritmo consistente

Apesar de um início cauteloso no troço inaugural de Asuke, marcado por humidade e escolhas de pneus difíceis, Evans assumiu o comando no primeiro percurso por Isegami’s Tunnel, onde foi 7,5 segundos mais rápido do que qualquer rival. A partir daí, controlou o andamento, somando ainda uma vitória em troço e gerindo a vantagem numa tarde de condições variáveis: “Posição na estrada. É sempre a posição na estrada”, afirmou Evans. “Foi um dia razoável, relativamente limpo, e conseguimos manter um bom ritmo.” Para o galês, é aproveitar enquanto pode, pois a seguir a esta, todas as provas são de terra até ao fim do ano, e sendo verdade que nem todas são iguais em termos da dificuldade que colocam a quem abre a estrada, todas elas colocam mais dificuldade ao primeiro…

Solberg e Ogier mantêm pressão

Oliver Solberg começou forte, vencendo o primeiro troço, mas perdeu tempo ao abrandar para evitar um veado – que fez um pião na estrada – o veado, não o carro – e cometeu pequenos erros ao longo do dia. Ainda assim, segurou o segundo lugar. “Foi um troço horrível. Demasiados pequenos erros”, admitiu o sueco, visivelmente desapontado.

No final ainda acrescentou que “os veados japoneses são mais malucos que os finlandeses”.

Já Sébastien Ogier, vencedor da edição anterior, teve dificuldades em encontrar o equilíbrio ideal no Toyota GR Yaris Rally1. O francês perdeu tempo significativo na fase matinal, mas manteve-se próximo de Solberg: “Não foi ideal. Estive a lutar com o carro todo o dia”, resumiu o nove vezes campeão do mundo. Ainda está +erfeitamente a tempo de alcançar o objetivo, mas está claro para todos que o Ogier deste ano está a ‘produzir’ algo bem diferente de 2025. Basta comparar os mesmos resultados de há um ano…

Hyundai em dificuldades, Katsuta desilude em casa

A Hyundai enfrentou um arranque complicado. Thierry Neuville foi o melhor representante da equipa, em quinto, a 58,2 segundos, evidenciando dificuldades com o comportamento do carro em piso seco: “Com pneus duros, o equilíbrio desaparece. Este carro não foi feito para estas condições”, explicou o belga.

Já se sabia que a Hyundai no asfalto não tem andamento para a Toyota. Só não podem admiti-lo antes do rali começar, mas depois os seus pilotos deixam isso bem claro no que vão dizendo.

Também Takamoto Katsuta teve um dia para esquecer diante do público japonês. Um toque inicial e um furo comprometeram a confiança do piloto, que terminou apenas em sexto: “Foi um dos piores dias que já tive”, confessou.

Luta intensa no WRC2 e perspetiva para sábado

Na categoria WRC2, Alejandro Cachón lidera com apenas 8,3 segundos de vantagem sobre Nikolay Gryazin, após uma disputa renhida ao longo do dia.

Etapa decisiva no horizonte

O rali prossegue este sábado com a etapa mais longa da prova, totalizando 120,22 quilómetros cronometrados, incluindo duplas passagens por Obara, Ena e Mt. Kasagi — um verdadeiro teste à consistência e gestão de pneus que poderá redefinir a luta pela vitória.

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