A nova regulamentação do Mundial de Ralis de 2022, de tecnologia híbrida plug-in na categoria principal do WRC resultou de estudos de mercado que revelam que, em 2030, um terço dos carros comprados no mundo inteiro serão híbridos. Outro terço será totalmente elétrico e os restantes serão modelos a combustão que estarão a circular maioritariamente nos países em desenvolvimento.
Com esta decisão, a FIA e o Promotor do WRC pretenderam também mostrar os benefícios da tecnologia plug-in nos modelos híbridos.
Estudos revelam também que uma parte significativa dos utilizadores destes veículos nunca os carregam, transportando assim uma bateria que não é usada. Se inverterem esse hábito, os utilizadores estarão a conduzir uma parte importante do tempo com zero emissões de CO2.
Com a adoção da tecnologia híbrida plug-in, o WRC pretende sensibilizar os utilizadores para uma mudança nesse comportamento. Os Rally1 do WRC 2022 irão carregar as baterias durante as provas e mostrarão os seus benefícios através da utilização de motorização exclusivamente elétrica nas ligações entre os troços e no trajeto para o parque de assistência.
Além disso, o facto de os carros usarem a potência extra da motorização elétrica no arranque para os troços e de terem à sua disposição alguns momentos de reforço de potência, os chamados “boost”, durante as classificativas, irá contribuir para que a tecnologia híbrida se torne “sexy”. O WRC será um importante laboratório para esta tecnologia uma vez que ela será testada nas condições ímpares de dureza que os ralis oferecem, na neve, no gelo, na terra, no asfalto, em todo o tipo de pisos.
A estratégia da FIA/Promotor do WRC, mais do que olhar isoladamente para a tecnologia híbrida ou para a adoção de combustível sustentável, assenta numa abordagem generalizada à pegada ambiental das emissões de CO2. A FIA tem feito um trabalho conjunto com as equipas e com os organizadores nesse sentido.
Os geradores a gasóleo deixarão de ser uma realidade sendo substituídos por outras fontes de energia ou passando a consumir combustível que mais não é do que combustível feito de lixo ou de resíduos biológicos. Com tudo isto pretende-se não só mostrar que os ralis têm todas as condições para sobreviver como poderão também criar tendências ou servir de exemplo no desporto automóvel.











