Os nossos colegas do Dirtfish analisaram o sucedido a Thierry Neuville antes da PEC6, a segunda da tarde de ontem, falaram com Christian Loriaux, diretor Técnico da Hyundai, e com Jari-Matti Latvala, chefe da Equipa Toyota e centraram-se nos efeitos que teve toda a situação, ponderando o que poderia ganhar o belga com o sucedido. Loriaux reiterou o problema com a pressão do combustível, explicou o que sucedeu, dizendo que já lhes tinha sucedido antes e ao cabo de algum tempo conseguem pôr o carro a trabalhar: “Já nos aconteceu antes, mas não é muito assustador, mas perde-se tempo para ligar o motor”, disse, acrescentando que se fosse ’tático’ “teria sido uma tática ruim”.
Não concordamos. O Dirtfish centrou-se, na sua apreciação, na vantagem de Neuville, mas se o belga nada ganhou com a questão a Hyundai ganhou e muito.
Antes disso acontecer, Evans estava a 26.7s de Lappi. Depois ficou a 1m50.0s. Ou seja, com o que aconteceu a Hyundai deixou de ter a ‘sombra’ Evans a 26.7s, e Esapekka Lappi ficou a lidar com Takamoto Katsuta na luta pela liderança do rali. Por acaso, já hoje, o japonês abandonou a Lappi ficou com mais de minuto e meio na frente, mas mesmo que isso não tivesse sucedido, é bem diferente Lappi lutar com Takamoto Katsuta do que com Elfyn Evans.
Agora, se Lappi tiver ‘juízo’, a Hyundai tem as portas do triunfo totalmente abertas pois Adrien Fourmaux não pode atacar, em primeiro lugar porque a equipa não lho permite e em segundo lugar a distância a que está seria uma tentativa muito difícil de ter sucesso e do lado da M-Sport mais vale um segundo lugar na mão do que um abandono a voar…
Por fim, Jari-Matti Latvala disse: “O que dizemos é que não usamos tácticas, queremos um ‘jogo’ justo”, algo que diz há muito, numa atitude que é para dentro e para fora. Claro que não sabemos nem nunca poderíamos dizer que a avaria foi simulada, mas temos a certeza que a Hyundai tirou grande partido do facto de Evans ter sido primeiro na estrada nas PEC6, 7 e 8. Estava a 26.7s de Lappi ficou a 1m50.0.









