Thierry Neuville e Andreas Mikkelsen participaram no Rali La Nucia, na passada semana, o norueguês para testar para o Rali do Japão, e o belga, para 2025, já que o seu Hyundai i20 n Rally1 correu com as regras de 2025, ou seja, sem sistema híbrido e mais algumas coisas que falaremos mais à frente.
Neuville foi mais rápido do que Mikkelsen, mas extrapolar que o carro de 2025 é mais rápido, não se pode fazer por inúmeros motivos, a começar logo pelo facto de que os dois pilotos não estavam a correr um contra o outro, mas sim a servir propósitos perfeitamente definidos pela equipa…
O que se pode fazer é olhar um pouco para o que será 2025 em determinados pontos. Sabe-se agora que o peso mínimo dos carros de Rally1 será reduzido de 1.260 kg para 1.180 kg, o tamanho do restritor de ar será reduzido de 36 mm para 35 mm, de modo a manter uma relação peso-potência semelhante, para não haver grandes mudanças a este nível.
As novas regras do WRC 2025 nada têm a ver com os Ford Puma Rally1 não híbrido que participou nos ralis da Polónia, Chile e Europa Central, pois os carros de 2025 serão mais leves, têm nova distribuição de peso, o motor terá menos potência, e isso significa logo diretamente que a aerodinâmica – que é mais eficiente conforme a velocidade for mais elevada – irá ajudar um pouco menos. Se os carros passam a demorar mais segundos para atingir as mesmas velocidades, significa que a aerodinâmica será mais eficaz por menos tempo, o que se reflete no cronómetro.
Por outro lado, sem necessidade de arrefecer o sistema híbrido, isso significa que há menos entradas de ar e sem elas, menos resistência, há mais downforce, porque o ar chega ‘mais limpo’ à asa traseira.
Mas também há perdas, pois com a retirada do sistema híbrido, também desaparecem elementos que ajudavam à melhor circulação do ar à volta do carro. São tudo detalhes, que ao nível a que se ‘joga’ o WRC é neles que os milésimos de transformam em décimos e estes em segundos…
Portanto, uma coisa é certa: haverá menos downforce, e provavelmente os carros serão menos eficazes, e aqui as opiniões divergem. Uns entendem que se perde espetacularidade, porque se perde eficiência nos carros, outros, com carros mais difíceis de guiar, vai proporcionar mais ‘atravessadelas’ o que não é mau para o espetáculo, mas sim para o cronómetro.
Descansem os adeptos, pois os carros vão continuar a ser muito espetaculares…










