Para quem sabe como é Andrea Adamo não estranha minimamente que seja o elemento mais desiludido em toda a Hyundai Motorsport. A sua equipa tinha, pelo menos 50% de hipóteses de vencer o Rali de Monte Carlo, mas no final foram poucas as coisas que correram bem aos homens de Alzenau. Salvou-se o pódio de Thierry Neuville e Martin Wydaeghe, e mesmo assim com alguma sorte. Ficou claramente a ideia que esta não era a melhor prova para mudar de navegador, numa história que está mal contada. Neuville diz que “Foi um começo de campeonato desafiante, especialmente depois de uma mudança tardia de navegador”, mas não explicou porquê. No fim, contentou-se com o pódio.
Dani Sordo e Carlos del Barrio fizeram um rali pobre, mas em crescendo e Ott Tänak saiu de Monte Carlo com um ano de pena suspensa (ler em separado): “Este rali terminou da mesma forma que correu todo o fim-de-semana. Foi totalmente errado. Não sei se foi a nossa abordagem, ou o que quer que seja, mas voltámos a deixar expostos os nossos limites. Nem sequer podíamos reagir muito porque estávamos apenas a lamber as nossas feridas e a tentar chegar mais à frente. Pessoalmente tenho de repensar profundamente em muitas coisas, porque o que vi este fim-de-semana está longe de ser algo que me faça orgulhoso, e feliz. Algo na abordagem tem de ser mudado” disse um Andrea Adamo, que contrasta vigorosamente com aquele que no final do Rali de Monza chorou de contentamento pelo que a equipa conseguiu fazer no difícil 2020.
Ora bem, a equipa é a mesma, pode é ter tido um fim de semana mau, e quando o ‘chefe’ diz que tem de “repensar profundamente muitas coisas” é caso para pensar “nem tanto ao mar nem tanto à terra”!










