A Comissão do WRC reuniu em Genebra para discutir o futuro do campeonato, e também as recentes preocupações tornadas públicas pelas equipas de Rally 1 relativamente às alterações das regras técnicas para o próximo ano. Como é habitualmente nestas situações, e percebendo a FIA e o Promotor que as equipas não se coibiram de tornar público o seu desagrado, exercendo pressão mediática, o resultado desta reunião não foi conhecido, com a FIA a tornar público um curto e lacónico comunicado em que dizem apenas palavras de circunstância como “estamos confiantes de que encontraremos soluções”:
“A Comissão do WRC discutiu uma série de tópicos-chave em relação ao futuro da modalidade e à direção definida pelo Grupo de Trabalho do WRC que foi aprovado pelo Conselho Mundial do Desporto Automóvel a 28 de fevereiro.
Foram dados passos positivos e estão a decorrer a bom ritmo os trabalhos sobre os aspetos desportivos e promocionais, com novas reuniões a terem lugar nas próximas semanas, e existe um amplo acordo sobre a direção técnica do campeonato a partir de 2027.
Estamos envolvidos em discussões específicas com as partes interessadas sobre os desenvolvimentos técnicos a curto prazo para 2025 e 2026, em torno dos quais foram levantadas preocupações pelas equipas de construtores que estão atualmente a ser consideradas.
O único objetivo continua a ser a salvaguarda e o reforço da principal categoria de ralis do mundo, e estamos confiantes de que encontraremos soluções de colaboração para as questões que foram levantadas”, lê-se no comunicado.
Só na reunião de junho do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA se vão conhecer as conclusões, mas a única diferença de agora para o que se passava há uns dias é que agora vai ser tudo tratado dentro de portas, a não ser que uma das partes, provavelmente as equipas sintam que os seus desejos não estão a ser correspondidos. Nada de novo.
Certo é que as equipas do WRC, Toyota, Hyundai e M-Sport-Ford, pressionam para que os regulamentos técnicos do Rally1 se mantenham em vigor até ao final de 2026, adiando, ou esquecendo por completo a vontade da FIA de retirar a potência híbrida dos Rally1 e tirar ainda mais desempenho através de uma redução da aerodinâmica e diminuição do restritor de ar do motor ao mesmo tempo que tornam mais competitivos os Rally2 com um kit de modo a equilibrar mais os andamentos e com isso ter mais carros, equipas e pilotos a lutar no top 10 do Mundial de Ralis.









