WRC 2023 arranca amanhã: Quem são os favoritos?

Por a 18 Janeiro 2023 10:40

vai para a estrada amanhã com o shakedown o Rali de Monte Carlo, primeira prova do WRC 2023 uma competição que se espera bem mais equilibrada que em 2022. E não só o equilíbrio que se viu muito mais na segunda metade da época entre a Toyota e a Hyundai, quando esta recuperou do mau começo de ano, mas um equilíbrio em que esteja envolvida também a M-Sport, pois espera-se que Ott Tanak seja competitivo.

DE qualquer forma, tem que se dar tempo ao estónio pois no WRC, isto de “chegar, ver a vencer”, não é para todos, pois os ‘outros’ não andam propriamente a dormir.

Ainda por cima, o Monte Carlo é sempre uma prova muito mais incerta por causa das condições nos troços e atestar a competitividade das diversas equipas e duplas, é sempre arriscado num rali como o Monte Carlo.

Agora, que vamos ter uma ideia, isso sem dúvida…

Se tivermos que destacar favoritos, sem hesitações, Kalle Rovanpera, Thierry Neuville e Ott Tanak, o primeiro pelo que tem vindo a fazer nos últimos dois anos e que fez o ano passado, segundo porque é um eterno candidato e tanta vezes tentar, que talvez uma vez consiga e por fim, Ott Tanak, se tiver uma adaptação rápida à equipa e encontrar também rapidamente um bom equilíbrio para o carro, será candidato a vitórias e ao título.

Numa segunda linha, colocamos Elfyn Evans. Duvidamos que Esapekka Lappi o consiga, mas nunca se sabe.

De resto, Sébastien Ogier deve disputar cinco provas com a Toyota e quanto a Sébastien Loeb, vamos ver. Para já falhou o Monte Carlo, mas é possível em vários eventos. Quantos e quais é que não se sabe.

As equipas são as mesmas, M-Sport/Ford, Hyundai e Toyota, nos pilotos houve várias trocas. Na M-Sport Ford (Ford Puma Rally1) Ott Tänak trocou a Hyundai pela Ford, e terá a seu lado Pierre Louis Loubet.

Na Hyundai Shell Mobis WRT (Hyundai i20 N Rally1), ao lado de Thierry Neuville estarão Esapekka Lappi, vindo da Toyota, Dani Sordo, que deve fazer oito provas, e Craig Breen que começa na Suécia, sem se saber quantas mais provas vai fazer.

Na Toyota Gazoo Racing WRT (Toyota GR Yaris Rally1) Takamoto Katsuta foi promovido à equipa principal, mantêm-se Elfyn Evans e o Campeão de 2022, Kalle Rovanperä com Sébastien Ogier a cumprir um programa que ainda não totalmente determinado.

A Toyota Gazoo Racing WRT parte, em teoria com maiores possibilidades de vencer de novo os construtores, é a equipa a bater, muito competente e trabalhadora

A Hyundai Shell Mobis WRT mostrou o ano passado na segunda metade do ano que recuperou da ‘doença’ inicial, mas no fim do ano perdeu Ott Tanak, que ganhou três ralis no ano passado. Com Neuville, Lappi e Breen, vamos ver o que conseguem fazer. É uma completa incógnita, especialmente os dois pilotos que chegam agora à equipa.

Por fim na M-Sport/Ford WRT , com Ott Tanak tudo terá que ser diferente. O estónio é claramente piloto para lutar pelo título, se tudo à sua volta se alinhar.

A equipa vai trabalhar quase exclusivamente para ele, mas por outro lado, ter só um piloto capaz de lutar na frente deixa a equipa exposta. Por isso é importante perceber quantas provas pode fazer.

Quanto ao que pode fazer os pilotos, de Kalle Rovanpera não se espera menos que repetir o título, sendo certo que vai ter mais oposição, especialmente de Ott Tanak, que, para nós, caso tudo seja normal na M-Sport/Ford, é a par de Rovanpera, o principal candidato ao título.

Thierry Neuville pode finalmente lá chegar, mas tem que inverter a tendência dos anos anteriores, em que esteve abaixo do que fez em 2017 e 2018, por exemplo. Elfyn Evans teve um ano de 2022 difícil, portanto há que perceber depois das primeira três ou quatro provas, se recupera aos níveis de 202º e 2021 ou permanece no registo de 2022 em que se adaptou mal aos Rally1.

Esapekka Lappi trocou de equipa e só isso é algo que tem de ultrapassar, mas pode fazer uma boa época. Já Craig Breen, tem que ultrapassar 2022, senão vai sair rapidamente do WRC. De Dani Sordo espera-se o mesmo dos anos anteriores e de Takamoto Katsuta que cresça mais um pouco. O mesmo se pode dizer de Pierre-Louis Loubet. Por fim, dois ‘monstros’ dos ralis: Sébastien Ogier e Sébastien Loeb. Deles, só podemos acrescentar um pedido: “ continuem a correr mais alguns anos, os adeptos agradecem…”

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