Ao vencer o Rali do México Kris Meeke como que ‘deu a volta’ na sua temporada no WRC, que até ali estava a ser um completo desastre. E a própria prova centro americana quase ela ia também resultando em novo fracasso com aquela incursão por fora estrada na derradeira ‘Power Stage’. Foi uma emoção sobre a meta que muito poucos argumentistas se atreveriam a colocar no guião. Uma reunião de fatores contribuiu para isso. Aquele ponto do troço de El Brinco, com uma lomba sobre uma curva contribuiu para que Meeke perdesse o controlo do seu Citroën naquele ponto da especial. “Cinco direita mais para salto, aperta…”, gritou Paul Nagle no ‘cockpit’ do C3 WRC que saiu em frente e já não descreveu a curva. “Jesus Kris…”, desabafou o co-piloto de Meeke enquanto o Citroën fazia corta-mato. “Como é que saímos daqui?” perguntou o piloto irlandês.
Os momentos descritos, porque transmitidos em direto, deram outra dimensão ao Campeonato do Mundo de Ralis, porque não há muitos imprevistos com tanta amplitude quanto aqueles que acontecem a quem lidera o rali. E destas coisas que o WRC, como outras disciplinas do automobilismo, precisa. Mesmo que o ‘staff’ da Citroën dispense sofrer tanto como naqueles segundos que se seguiram à saída de estrada de Kris Meeke. Sendo que o triunfo do britânico merece uma análise em relação aquilo que significou em termos da própria competição. O Citroën C3 WRC mostrou que afinal pode ser um carro ganhador no ‘clube’ da nova geração de carros WRC, que agora passa a ter três membros, ficando por saber se na Córsega (entre 6 e 9 de abril) será possível vermos o Hyundai i20 coupé WRC vencer também. Seria o melhor dos cenários pois todos os construtores teriam assim conhecido o sabor do êxito deixando antever o melhor ano de WRC da última década.










