A equipa oficial da Toyota chega à quinta prova do Campeonato do Mundo de Ralis de 2026 com os seus pilotos nas quatro primeiras posições da tabela. Takamoto Katsuta lidera o campeonato pela primeira vez na carreira.
O arquipélago das Ilhas Canárias recebe este fim de semana a 50ª edição do seu rali, naquela que é a segunda presença consecutiva da prova no calendário do WRC. A Toyota Gazoo Racing (TGR-WRT) apresenta-se na Gran Canaria com um domínio estatístico notável: Takamoto Katsuta ocupa o topo da classificação após vitórias consecutivas no Quénia e na Croácia, seguido de perto por Elfyn Evans (a sete pontos), Oliver Solberg e o jovem Sami Pajari.
Um desafio de asfalto vulcânico
Diferente das estradas degradadas e sujas da ronda croata, o asfalto das Canárias é reconhecido pela sua elevada aderência, fruto da composição com lava vulcânica. Este cenário assemelha-se a um circuito de velocidade, exigindo uma configuração de suspensão mais baixa e rígida. Contudo, a margem para erro é mínima, com bermas delimitadas por barreiras metálicas ou ‘rocha viva’.
A equipa conta ainda com o reforço de Sébastien Ogier, oito vezes campeão mundial, que regressa à ação após uma curta ausência. Juha Kankkunen, Diretor Adjunto da Equipa, expressa confiança no coletivo: “Tivemos um desempenho muito forte no ano passado, com um resultado de 1-2-3-4. Acredito que desta vez a luta será mais equilibrada entre as várias marcas, mas tanto o Taka como o Sami estão a conduzir com grande confiança”, afirmou o finlandês.
A voz dos protagonistas
Para Elfyn Evans, a preparação foi minuciosa, incluindo testes em estradas espanholas para replicar as condições abrasivas da ilha. “É o rali mais parecido com uma corrida de circuito que temos no calendário”, explica o galês. Já Sébastien Ogier destaca a consistência do piso como um fator de equilíbrio: “As condições da estrada permanecem bastante constantes, o que oferece um campo de jogo mais nivelado para todos”.
Takamoto Katsuta, que terá a responsabilidade de abrir a estrada na sexta-feira, encara o desafio com cautela. “Não há margem para erro porque todos conduzem absolutamente no limite; um pequeno deslize pode custar décimos de segundo preciosos”, sublinha o líder do campeonato.
Estrutura da prova
O rali terá a sua base em Las Palmas, com o Parque de Assistência instalado no Gran Canaria Stadium. A competição arranca oficialmente na noite de quinta-feira com uma super-especial no estádio, seguindo-se três dias de troços montanhosos que totalizam o percurso mais longo no sábado, antes do encerramento com o sistema de repetidas no domingo. Com as temperaturas elevadas e o asfalto abrasivo a colocarem a gestão de pneus no centro da estratégia, a Toyota procura repetir o domínio de 2025 numa prova que celebra meio século de história.












