Faz hoje precisamente 14 anos que o mundo dos ralis perdeu um dos seus entes mais queridos, Richard Burns. O Campeão Mundial de Ralis de 2001, faleceu depois de uma longa batalha contra a doença que padecia. O antigo piloto da Mitsubishi, Subaru e Peugeot não competia desde o final de 2003, altura em que iniciou a derradeira corrida da sua vida. Cerca de dois anos depois, o coração de leão de Richard, deixou de bater. Depois de George Best, a Grã-Bretanha perdeu, no curto espaço de dois dias, outro dos seus desportistas mais cotados, e infelizmente, dois anos depois, também Colin McRae.
Richard Burns iniciou a sua carreira quando o seu pai o levou a uma escola de condução desportiva em 1986. Assim que obteve licença desportiva, iniciou-se nos ralis ao realizar alguns eventos locais com um Talbot Sunbeam. Em 1990, passou para a Peugeot 205 GTI Rally Cup e no ano seguinte, venceu o GTI Challenge. Os seus resultados no Campeonato Britânico de Ralis foram suficientes para obter o sexto lugar absoluto e o segundo no Grupo N. Mas o destaque do ano, foi para a participação no RAC, onde aos comandos de um Peugeot 309 GTI, foi segundo no Grupo N.
Passou a utilizar um Subaru de Grupo N, e vencia, invariavelmente, o agrupamento, batendo mesmo carros mais competitivos. A Prodrive não ficou indiferente e em 1993 colocou-o ao lado de Alister McRae no Campeonato Britânico de Ralis, aos comandos de um Subaru Legacy de Grupo A. Ganhou quatro de cinco ralis e foi sétimo no RAC.
Em 1994 disputou a sua primeira prova do Mundial, fora de portas, ao guiar um Subaru de Grupo N no Safari: Foi quinto! No ano seguinte obteve o seu primeiro pódio numa prova do Mundial: Foi terceiro no RAC, mas a Subaru tinha dois pilotos de ‘top’ a lutarem pelo título, Colin McRae e Carlos Sainz, o que ‘empurrou’ Burns para a Mitsubishi.
Marcar passo na Mitsubishi
A equipa japonesa ofereceu-lhe um programa modesto em 1996, onde não conseguiu melhor que um quarto posto na Argentina. No ano seguinte, apesar de um disputar mais ralis, continuou a marcar passo, para explodir definitivamente em 1998, ao lado do campeoníssimo Tommi Makinen. Obteve a sua primeira vitória no Mundial, no Safari e foi sexto no Mundial, e venceu, pela primeira vez, em ‘casa’.
Mas estar na mesma equipa, ao lado de Tommi Makinen, que na altura venceu todos os campeonatos entre 1996 e 1999, não era a melhor opção, e assim, aproveitou a passagem de Colin McRae para a Ford, em 1999, para ocupar o seu lugar na Subaru. O seu ano foi muito proveitoso, e só não conseguiu bater Makinen nas contas do título: Foi segundo e venceu mais três provas.
O ano de 2000 teve um pouco de mais do mesmo! Venceu quatro ralis, fez o tri na Grã-Bretanha, mas a emergente estrela finlandesa, Marcus Gronholm, arrebatou o ceptro, com Burns a ser segundo, de novo.
Finalmente campeão
Mas 2001 tinha de ser o seu ano, e foi mesmo! Depois de um campeonato equilibrado, onde, ironicamente só venceu por uma vez, Burns tornava-se assim o segundo Campeão do Mundo britânico a seguir a Colin McRae. Foi para o RAC no terceiro posto do Mundial, atrás de Colin McRae e Tommi Makinen, mas saiu de lá com o ceptro.
Em 2002, a sua passagem para a Peugeot ficou marcada por alguns problemas de adaptação, conseguindo vários segundos lugares, mas nenhuma vitória, o mesmo sucedendo no ano seguinte, em 2003, onde o vimos pela última vez aos comandos de um WRC numa prova do Mundial. Quando se preparava para disputar a derradeira prova do Mundial, o RAC, Burns desmaiou ao volante do seu carro do dia-a-dia. Pouco tempo depois viria a terrível notícia: Tinha um tumor no cérebro. Faleceu cerca de dois anos depois, a 25 de novembro de 2005. Dez anos de saudade, campeão!
https://youtu.be/BoPPGPW41fI




























