Yohan Rossel terminou o primeiro dia do Rali de Portugal na frente do WRC, depois de oito troços muito intensos de lutas, com três pilotos a terminar com diferenças de 4.6s. O francês, conduzindo um Citroën C3 Rally2, chegou a Portugal com um ponto a provar após ter perdido a liderança do Rally da Croácia depois de um capotanço e num dia com elevadas taxas de desgaste, Rossel adotou uma abordagem ponderada nos troços iniciais.
Apesar de ter terminado o troço de abertura em oitavo, reclamou vitórias consecutivas nas PE5 e PE6 passando para a liderança, acabando por chegar de novo à assistência em Matosinhos com uma pequena vantagem de 3.5 segundos sobre o rival polaco, Kajetan Kajetanowicz: “Foi uma grande luta com o Kajto e com o Ingram, e todos os outros pilotos, mas amanhã (hoje) é um longo dia, penso que é uma maratona. Hoje foi um bom dia para mim, mas preciso de trabalhar no carro, as curvas lentas não são fáceis”, disse o líder.
Kajetan Kajetanowicz terminou o dia a 3.5s de Yohan Rossel e Nicolas Ciamin ficou 13.1s atrás de Chris Ingram, no Skoda Fabia Rally2 da Toksport. Antes, Ingram perdeu cerca de 40s no troço de Góis quando foi apanhado na poeira causada por um carro mais lento.
Armindo Araújo, que venceu o CPR, terminou o dia em quinto, a pouco mais de um minuto, mas se até aqui olhou para as contas do CPR, agora não irá descurar chegar mais à frente no WRC 3, ainda que o seu objetivo seja terminar na frente de todos os restantes pilotos portugueses.
André Villas-Boas (Citroën C3 Rally2) é 15º num plantel de 21 carros. O treinador de futebol adotou uma abordagem compreensivelmente cautelosa e fugiu de todo e qualquer problema.
O primeiro líder do WRC3, Pepe López foi obrigado a retirar-se no segundo troço, com danos de suspensão no seu Citroën. Após o seu abandono, o companheiro espanhol Jan Solans assumiu a liderança, mas também ele se retirou mais tarde, depois de ter saído da estrada, noutro Citroën.
Emil Lindholm também foi obrigado a parar ao fim da tarde quando vários furos nos pneus do seu Skoda Fabia o deixaram sem possibilidades de continuar.
Outros abandonos foram os do piloto austríaco Niki Mayr-Melnhof, que sofreu uma forte saída de estrada num dos precipícios da Serra do Açor, como há muito não se via. Também Emilio Fernández, parou com problemas mecânicos durante a tarde de ontem.












