Rali de Portugal, Toyota: Fazer tudo bem, e ‘perder’ nos detalhes…
O que correu mal na Toyota foi muito simples. Sébastien Ogier estava a fazer uma exibição suficiente para levar a sua oitava vitória no Rali de Portugal para casa, mas um furo, devido a uma pedra na trajetória, acabar com as esperanças de vencer. Tendo em conta que desta feita a HYundai voltou à normalidade – lutar pelos triunfos – foi Thierry Neuville que estava logo ali para a proveitar.
A Toyota era super favorita no Rali de Portugal, a equipa japonesa vinha de cinco triunfos nas primeiras provas de 2026, somava seis triunfos consecutivos em Portugal e apresentava-se no Rali de Portugal com um registo imaculado na temporada de 2026.
Tudo somado, Sébastien Ogier parecia estar a caminho de uma vitória recorde neste clássico rali de terra, após um desempenho sólido nas desafiadoras condições de chuva na tarde de sábado, a sua vantagem era de 17,3 segundos após as duas primeiras especiais de domingo, nas icónicas Vieira do Minho e Fafe, contudo, nas condições rochosas e com sulcos profundos da segunda passagem por Vieira do Minho, Ogier e Vincent Landais viram-se obrigados a parar para trocar uma roda e um pneu, perdendo cerca de dois minutos. Claro que a vitória ficou fora do alcance.
Esta penúltima especial, trouxe problemas em dose dupla para a Toyota, com Sami Pajari, então terceiro classificado, também a ter de parar em circunstâncias semelhantes por mais de dois minutos, o que impediu que ele e o copiloto Marko Salminen conquistassem o quinto pódio consecutivo.
Como consequência, Oliver Solberg e Elfyn Evans beneficiaram do infortúnio dos companheiros de equipa para subir aos lugares do pódio, garantindo o segundo e terceiro lugares na geral, respetivamente. Terminaram também em primeiro e segundo na classificação do “Super Domingo”, assegurando pontos extra valiosos para o campeonato.
Evans foi o piloto mais rápido da equipa na Power Stage que encerrou o rali, registando o terceiro melhor tempo global ao lado do copiloto Scott Martin. Evans alargou a sua liderança no campeonato de pilotos para 12 pontos sobre Takamoto Katsuta, que terminou em quinto na geral com o copiloto Aaron Johnston. Solberg e o copiloto Elliott Edmondson foram quartos na Power Stage e subiram ao terceiro lugar do campeonato, a 31 pontos da liderança. Ogier e Pajari completaram o “top 7” nos resultados do rali.
Para Juha Kankkunen (Diretor de Equipa Adjunto): “Nunca é uma sensação agradável perder a vitória num rali tão perto do fim, mas beneficiamos de uma situação semelhante na Croácia este ano e agora estivemos do outro lado.
Os ralis são mesmo assim: só acaba quando termina. Parece que tanto o Seb como o Sami furaram num local semelhante nesta penúltima especial; é frustrante porque ambos estavam a fazer um excelente trabalho, especialmente com a chuva. Ainda assim, o Oliver e o Elfyn conseguiram subir ao pódio e fazer a dobradinha no Super Domingo. Temos uma equipa forte e agora estamos focados no Rali do Japão.”
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