Josh McErlean e Eoin Treacy fecharam o Rali de Portugal no 18º lugar da geral, depois de uma prova marcada por contratempos sucessivos, mas também por um dos momentos mais marcantes do fim de semana: o melhor tempo na primeira passagem por Fafe, entre os Rally1. O resultado final ficou longe de refletir o potencial demonstrado, num rali em que a dupla da M-Sport oscilou entre penalizações, saídas de estrada e uma recuperação que devolveu brilho a uma prestação atribulada.
A prova começou com sinais encorajadores. Depois de uma adaptação progressiva na quinta-feira, McErlean e Treacy assinaram o quarto melhor tempo na superespecial, em igualdade com Adrien Fourmaux e Oliver Solberg, e foram a melhor dupla dos Puma nas duas primeiras especiais de sexta-feira. Ainda assim, um problema num sensor, herdado da manhã, obrigou-os a entrar cinco minutos atrasados antes da PEC7, o que resultou numa penalização de 50 segundos e condicionou a luta na classificação.
Penalização travou embalo inicial
Apesar do atraso, a resposta surgiu em condições difíceis. Numa PEC8 escorregadia, McErlean foi sexto mais rápido, superando pilotos como Takamoto Katsuta e Dani Sordo, e terminou a sexta-feira já de regresso ao nono lugar da geral. A recuperação confirmava o andamento competitivo da dupla, mesmo sem um fim de semana linear.
No sábado, já com chuva e pouca aderência, o irlandês manteve uma toada consistente durante a manhã, evitando erros e consolidando a presença no top 10. Mas a exigente segunda passagem por Amarante voltou a alterar o rumo da prova: um pião numa zona escorregadia deixou o carro preso na vegetação, obrigando à ajuda de espectadores para regressar à estrada.
Acidente em Lousada complicou ainda mais o rali
Os problemas não terminaram aí. Na superespecial de Lousada, disputada em condições particularmente traiçoeiras, McErlean bateu com a frente esquerda do carro num muro de betão, ficando fora de prova nessa fase e encerrando o dia antes da meta. O acidente obrigou a M-Sport a uma intervenção durante a noite para recolocar o carro em competição no domingo. As reparações duraram até às 3h00 da manhã…
O esforço da equipa acabou por ser recompensado logo na manhã final. Já de volta à estrada, McErlean e Treacy brilharam na primeira passagem por Fafe, num momento de afirmação que evocou a estreia vitoriosa no WRC2 no Rali de Portugal de 2024.
A derradeira power stage trouxe novo revés, com a dupla a ser obrigada a parar para trocar um pneu após um furo a meio da especial. Ainda assim, McErlean conseguiu levar o carro até ao fim e fez um balanço positivo de um rali tão duro quanto revelador.
“O Rali de Portugal está concluído. Foi um fim de semana bastante competitivo, com muitos altos e baixos. Quase garantimos hoje a vitória na especial em Fafe, o que foi especial, mas acabámos por ser batidos no último instante”, afirmou. O piloto agradeceu ainda “o enorme esforço de toda a equipa” para reparar o carro após o acidente de sábado e apontou já ao Rali do Japão como próximo objetivo.












