Rali de Portugal, Elfyn Evans reforça liderança do WRC: bom ritmo, às vezes, outras, nem por isso…

Por a 11 Maio 2026 16:49

Elfyn Evans terminou o Rali de Portugal no terceiro lugar, reforçou a liderança do Campeonato do Mundo de Ralis e saiu da prova com uma vantagem de 12 pontos sobre Takamoto Katsuta, depois de um domingo marcado pelos azares de Sébastien Ogier e Sami Pajari. O piloto galês da Toyota, acompanhado por Scott Martin, foi ainda o mais rápido da equipa na Power Stage de Fafe, onde assinou o terceiro melhor tempo absoluto.

O resultado surgiu no fim de um rali irregular para Evans, condicionado desde o início pela posição na estrada e por dificuldades em encontrar consistência num piso em constante mudança. Ainda assim, o líder do campeonato soube limitar perdas nos momentos mais difíceis e aproveitar as circunstâncias na fase final para transformar um fim de semana defensivo num pódio com forte impacto nas contas do Mundial.

Prova exigente desde o primeiro dia

Evans entrou em Portugal consciente das limitações impostas por partir na frente para limpar os troços. Logo na primeira especial, reconheceu que o piso estava “muito solto” e antecipou dificuldades devido à posição na estrada, num cenário que se confirmou ao longo de sexta-feira, sobretudo nas zonas mais secas e com menos aderência.

A prova complicou-se ainda mais na PEC7, quando Evans teve de abrandar devido à presença de um reboque no meio da especial, num dos episódios mais polémicos do rali. O incidente viria a marcar o debate em torno da segurança da prova, mas o galês evitou centrar aí o discurso e prosseguiu uma jornada em que raramente conseguiu o nível de confiança pretendido.

Entre erros, potencial e recuperação

Ao longo do fim de semana, Evans oscilou entre troços sólidos e outros em que admitiu não ter pilotado ao seu melhor nível. Em várias especiais referiu dificuldades em encontrar a linha ideal, gerir a aderência e manter a frente do carro em apoio, assumindo mesmo em Amarante 2 que tinha feito uma “corrida terrível” após perder a frente numa travagem.

Apesar disso, o galês foi somando tempos competitivos e manteve-se suficientemente perto da frente para beneficiar de qualquer reviravolta. No domingo, venceu Vieira do Minho 1, consolidou a pressão sobre os lugares do pódio e acabou por subir a terceiro depois dos furos sofridos por Ogier e Pajari na penúltima especial.

Pontos valiosos para o campeonato

Em Fafe, Evans confirmou o lugar no pódio com o terceiro tempo na Power Stage, somando pontos adicionais num fim de semana em que o resultado final acabou por superar, em parte, o rendimento exibido. O terceiro lugar em Portugal correspondeu ao 49.º pódio da sua carreira no WRC e permitiu-lhe sair da prova com 123 pontos no campeonato, contra 111 de Katsuta.

No final, Evans reconheceu que a prestação ficou aquém do potencial. “Foi uma prova longa, com condições muito duras e muitos altos e baixos. Houve momentos em que tivemos bom ritmo, e outros em que não fiquei muito orgulhoso da minha pilotagem”, afirmou. O piloto sublinhou ainda que não gosta de ganhar posições dessa forma, mas aceitou o desfecho com pragmatismo: “Vamos ficar com os pontos e procurar mais no Japão.”

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2 comentários

  1. jose melo

    11 Maio, 2026 at 18:07

    O Evans está a fazer um campeonato inteligente. Por estar em 1º tem de abrir as provas no dia inicial, o que geralmente é prejudicial em terra. Portanto só tem perder o mínimo possível, não cometendo excessos. E depois ir cimentando dentro do possível. E atacar ao máximo no domingo. Só ao domingo entre a classificação própria do dia e a power-stage já obteve quase 40% dos pontos que detém. E portanto os chamados altos e baixos, provavelmente são estratégia.

  2. [email protected]

    11 Maio, 2026 at 19:15

    Obviamente que fiquei satisfeito com o facto do Evans ter conseguido dilatar a liderança no campeonato!
    Se não for este ano…

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