Carlos Tavares, CEO do grupo PSA, está em Portugal para seguir de perto a evolução da sua equipa, Citroen, no Vodafone Rally de Portugal. O responsável pelo grupo francês falou ao AutoSport e mostrou-se satisfeito com o trabalho feito até agora:
“Já é o meu terceiro rali este ano no WRC. Estive com eles no Monte Carlo, na Córsega e agora aqui em Portugal. Estou muito contente por acompanhar o desenvolvimento da equipa este ano. Com a liderança do Sebastien Ogier, que tem estado muito bem, estamos a mostrar que podemos lutar pelos lugares da frente, apesar de termos apenas dois carros. É uma demonstração de inteligência por parte da equipa, em que mostramos que não precisamos de três carros para andar na frente. Estou muito orgulhoso do que eles têm feito. Quando o carro não está perfeito têm revelado paciência e quando o carro está melhor já podem atacar mais, o que mostra que estão a correr com muita cabeça e com muita inteligência.”
Tavares não hesitou em puxar da história da marca para evidenciar o poderio e o trabalho feito pela Citroen até agora no WRC:
“Já lá vão 100 vitórias, no centenário da marca, por isso é um belo percurso. Aliás o André Citroen era um homem visionário e eu penso muitas vezes nele. Descobriu o marketing automóvel, fez coisas incríveis em termos de tecnologia e de visão para o futuro com a tracção à frente. É uma marca que muito nos inspira a nível da sua riqueza no passado de projecção no futuro.”
Quanto ao futuro do WRC, Carlos Tavares defende que deverá seguir a evolução da sociedade, especialmente no que a redução de emissões diz respeito, desde que o equilíbrio encontrado não seja perturbado:
“O WRC tem de acompanhar a evolução da sociedade, a nível de segurança, redução de emissões. Tem que se adaptar às mudanças, mas tem de ter muito cuidado em manter um equilíbrio difícil entre o nível de espectáculo, nível de tecnologia e custos. É um equilíbrio muito frágil que uma vez perdido é muito difícil de retomar, como acontece agora com o WEC. O WRC não pode perder esse equilíbrio, que está a encontrar neste momento com sucesso. Os carros são espectaculares, as provas são renhidas, a tecnologia é de ponta e os orçamentos ainda são razoáveis, mas devemos manter a cautela para não acabáramos com este equilíbrio.”
No entanto o CEO da PSA confirmou que o WRC é de facto uma ferramenta de marketing muito forte:
“O WRC é uma ferramenta de marketing fabulosa pois é um campeonato que está próximo das pessoas. Passa perto da porta das pessoas, passa dentro das cidades, das aldeias. As pessoas não precisam de se deslocar, nós é que vamos ao encontro das pessoas. Isso cria uma proximidade, o que numa sociedade cada vez mais fechada é diferenciador. Temos uma abordagem muito aberta e amigável, o que é coerente com a marca Citroen.”












