Se a satisfação reina no lado da Hyundai com o primeiro lugar ocupado, para já, por Thierry Neuville nesta edição do Rali da Sardenha, provando que o andamento demonstrado em Portugal, e o sinal de que estaria de regresso à melhor forma, não foi ‘sol de pouca dura’, também é verdade que o sexto posto de Dani Sordo, a 1m18.6s do colega de equipa, e sobretudo a desistência de Hayden Paddon da prova italiana na PEC7, saindo de estrada na última curva da segunda passagem por Tula, deixam igualmente algum ‘amargo de boca’.
Paddon, sobretudo, tem estado apagado nas últimas duas provas desde que venceu o Rali da Argentina, o primeiro triunfo da carreira, registando duas desistências que comprometem as suas aspirações e as da equipa no campeonato de construtores – ele que até aqui era considerado um baluarte da consistência, o que lhe permitiu igualmente garantir a renovação de contrato antecipada, ao passo que Neuville e Sordo estão a lutar ‘pela vida’.
Se vencer a prova, o belga poderá recuperar a confiança perdida, e assumir-se novamente como a referência da Hyundai, deixando pouco espaço para Sordo, até porque os rumores indicam que regressará à Citroën ou assinará com a Toyota no próximo ano. Mas com um Paddon e um Neuville em grande forma, em conjunto com o andamento comprovado do novo i20 WRC, a Hyundai terá ao seu serviço dois dos melhores jovens pilotos do mundo. Só precisa que ambos estejam em sintonia, ou seja, a lutar pela frente, sem destruir os carros…









