Sébastien Ogier venceu o Rali Safari, uma prova em que não sendo o mais rápido, foi dos menos azarados, e contou novamente com fraca fiabilidade dos Hyundai que voltaram a ter problemas de suspensão. Takamoto Katsuta liderava perto do fim, mas o francês puxou dos galões e triunfou pela quarta vez em seis ralis.
Sébastien, uma vitória depois de um fim-de-semana de altos e baixos. O que sentiste ao chegares ao fim da prova?
“Foi um alívio. O último troço foi muito desafiante. O troço era muito suave mas nunca tive a certeza das condições que se iriam obter com pedras na trajetória ou não. Definitivamente, não forcei na PowerStage. Queria apenas terminar. Foi um fim-de-semana tão louco. Todos previam que seria um fim-de-semana divertido, mas tantas coisas aconteceram. Primeiro, fomos atingidos com problemas bastante cedo na corrida. Depois, a partir desse momento, fizemos um excelente trabalho e continuámos a forçar e a aproximar-nos cada vez mais do topo. Esperava chegar perto do pódio, mas não esperava ganhar este rali”.
Foi um desafio mais difícil do que esperavas ou pensava que seria assim?
“Na verdade, não fazia a menor ideia. Esperava algo diferente e algo duro. Além disso, tivemos de descobrir muitas situações, e coisas que não tínhamos experimentado antes.
Nunca foi fácil. Em suma, estou feliz com o que fizemos este fim-de-semana. Foi difícil fazer uma boa preparação para este rali. Penso que a equipa também fez um bom trabalho para nos fornecer um bom carro. Vimos a Toyota em todo o lado aqui este fim-de-semana. Provavelmente, colocámos outra pedra na parede de pedra que foi construída aqui pela Toyota”.
Achas que o Safari deveria ser um evento fixo no calendário do WRC?
“Penso que isso foi anunciado no pódio pelo próprio Presidente. Sinceramente, eu diria que sim. O WRC precisa de diversidade e penso que foi agradável este fim-de-semana. Foi definitivamente divertido. Muita gente gostou de assistir à ação deste fim-de-semana. Foi algo muito diferente e houve algumas partes interessantes. Além disso, quando se vê o entusiasmo dos habitantes locais, ficamos muito contentes. Gostei muito na semana após um longo período de ‘corona’ em que não víamos espectadores há algum tempo.
Aqui foi inacreditável ver a quantidade de pessoas nos troços e ligações.
Muitas pessoas dizem nas redes sociais que és o piloto mais sortudo de sempre. Explica-nos o trabalho árduo que fazes para teres esta chamada ‘sorte’?
“Não sei como consegui ter tanta sorte durante tantos anos. Espero que fique comigo até ao fim. A sorte faz parte do desporto. Também é preciso um pouco de trabalho, e um pouco de talento. Faz parte do desporto. Não me parece que tenha tido muita sorte na sexta-feira de manhã com o incidente que tive mas, depois disso, o fim-de-semana funcionou bem. Não há muito a acrescentar…”
Ganhaste quatro em seis provas, estás bem lançado para o oitavo título, podia cá ficar muitos e bons anos e continuar a ser competitivo. Continuas a pensar retirar-te?
“Oitavo título? Passou apenas meia época. É um bom começo de temporada com quatro triunfos em seis ralis, é uma boa conquista porque, neste momento, a competitividade do campeonato é bastante elevada. É bom e gosto muito, mas, mais uma vez, digo-o novamente, tenho prioridades diferentes na vida e um plano diferente para o futuro.
Não haverá resultados desportivos que me façam mudar de ideias.
Dito isto, vou tentar fazer o meu melhor para garantir o oitavo título. É uma primeira metade da temporada muito boa. Mas é apenas metade. Há ainda muitos pontos a serem conquistados. Temos de continuar por esse caminho. Estou ansioso pelo final desta época.
O carro é espantoso de conduzir e eu gosto muito dele. Tenho de tentar manter o ímpeto”.










