Tal como o próprio já tinha antevisto, Andreas Mikkelsen apostou tudo neste troço e ao ter levado mais pneus de pregos para o ‘loop’, venceu a especial com 43.9s de vantagem para Sébastien Ogier, facto que lhe permitiu recuperar uma posição, a Thierry Neuville, e recuperar também 48.0s a Jari-Matti Latvala, de quem dista agora 19.9s.
Kris Meeke foi apenas quarto, a 54.0s de Mikkelsen o que significa que Sébastien Ogier dilatou novamente a margem para o segundo classificado, que dista agora 30.2s do líder. Jari-Matti Latvala é terceiro a 1m43.5s.
A especial está com muita neve, especialmente na descida depois do topo principal, o Col de Moissière: “Deixei escorregar um pouco o carro e demos um ligeiro toque. Foi uma especial incrivelmente difícil. Depois da ligeira saída, perdi um pouco a confiança” disse Kris Meeke, explicando o atraso.
Latvala revelou não se lembra de ter rodado em condições de estrada tão complicadas e Ogier destacou também a dificuldade da descida, pois os pneus estavam longe de ser os ideais, tal como quase sempre sucede no Rali de Monte Carlo.
Depois de perder bastante no troço anterior, o mais longo, Mikkelsen já tinha dito que neste poderia recuperar e assim sucedeu. Se olharmos para os dois troços globalmente percebe-se que Mikkelsen começou o dia a 25.7s de Latvala e com 14.0s de avanço para Thierry Neuville e após este troço termina a manhã a 19.9s de Latvala mas com 31.7s de avanço para o belga da Hyundai. É assim que o Monte Carlo deve ser visto e com isto se conclui que foi uma boa opção. Isto quanto às posições à sua volta, pois quanto ao líder, Ogier, perdeu. Aliás, todos perderam…
“Claro que tínhamos os melhores pneus neste troço. Penso que ganhámos tempo na descida, pois tinha bons pneus e ataquei. Em termos globais não se se foi a melhor escolha”, disse Mikkelsen. Mas pelos números, foi mesmo…
De resto, no WRC2 e tal como se esperava, Elfyn Evans recuperou a liderança e converteu um atraso de 5.8s num avanço de 49.7 em apenas 17.13 Km.
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