Elfyn Evans falou disso na conferência de imprensa do Rali da Finlândia, e confesso que ele tem toda a razão, e a mim ainda não me tinha caído a ‘ficha’. É comumente aceite que os atuais World Rally Car são os carros mais rápidos dos 48 anos de história do Mundial de Ralis.
Quem viu os Grupos B de 1986 recorda a brutalidade daquelas máquinas que não mais serão esquecidas pelos adeptos, mas os atuais carros são um regalo para a vista e para as sensações.
E este Rali da Finlândia, com aquelas estradas de terra, muito largas na sua grande maioria, de bom piso, onduladas, devem ser o ponto alto do ano do ponto de vista da pilotagem. As velocidades a que se anda, e especialmente, curva, na Finlândia, com a incrível aerodinâmica dos atuais carros, vai acabar dentro de dois ralis, e este foi o último rali da história em pisos de terra com estes carros. Daqui para a frente, duas provas de asfalto.
Já sabemos que o que aí vem, em 2022, é mais lento, não necessariamente muito pior em termos de espetáculo, mas certamente muitos de nós vão ficar com saudades desta era do WRC, que nasceu em 2017.
Não sabemos como vai ser o futuro dos ralis, para lá de 2024, em princípio até lá, será a primeira geração híbrida da história do WRC, e por isso, só nos resta esperar que dentro de algum tempo estejamos novamente a festejar algo ainda melhor do que estes carros de 2017-2021.
Há quem diga, já vi escrito, que a chegada dos híbridos, é o princípio da morte dos ralis. Não concordo, nem só um pouco. Admito que se vá perder alguma coisa de 2021 para 2022, o futuro mais longínquo será certamente diferente, mas ‘sobrevivi’ de 1986 para 1987, portanto espero ‘sobreviver’ novamente lá mais para a frente…












