É verdade que esta nova era do WRC, que ‘nasceu’ em 2017 nos trouxe os mais rápidos carros da história do Mundial de Ralis, tem permitido cada vez mais ralis equilibrados, bem diferente do que sucedia no passado, em que eram muito menos os ralis tão nivelados (no top 10 das provas mais equilibradas da história do WRC, 40% são de 2017 para cá).
Os adeptos gostam disso, mas o que este Rali Safari nos mostrou é que, tal como existia no passado, faz sentido haver ainda mais diversidade no tipo de provas, e que uma delas seja o Safari. Eu iria ainda mais longe.
Colocaria uma derrogação nos regulamentos que permitisse alargar a quilometragem, e eventualmente o número de dias de prova, de um evento como o Safari. No TT, a ‘aventura’ Dakar ganhou direito a viver fora das competições (curiosamente em 2022 vai fazer parte do novo Mundial de TT), e por isso talvez não fosse mal pensado introduzir alguma diversidade também a esse nível no WRC, para não ser tudo ralis-sprint. Nesse aspeto é só aproveitar o balanço ‘deste’ Safari.
Percebo, no entanto, que estes não são tempos para se ‘inventar’ demasiado, é preciso estabilizar o WRC, como toda a indústria automóvel e por inerência as competições motorizadas, e então aí sim pensar em soluções.
Obviamente que sei que o dinheiro traça caminhos, mas por exemplo eu trabalharia muito mais em um ou dois bons ralis nos EUA, do que eventos na China ou na Rússia.
E introduzia mais diversidade nos ralis.
Em primeiro lugar, pedir a todas as organizações que apresentassem propostas “fora da caixa”, para análise. Eventos mais extensos, introduzir coisas novas, mesmo que não tivesse somente a ver com a estrutura dos ralis
Por exemplo, quem ‘inventou’ a PowerStage, que trouxesse mais ideias…
E para isto não ser só pedir, aqui vão: da mesma maneira que existe uma Wolff PowerStage, criava num troço, por dia, uma “zona espetáculo”, por exemplo, “MEO Show Zone”, em que os adeptos votariam na App do WRC no piloto mais espetacular a passar naquela zona, a partir do vídeo publicado pelo WRC.com. E no fim do ano havia um Prémio para o Piloto mais Espetacular, e um sorteio de um prémio entre os adeptos que tivessem votado.
Um Campeonato de Super-Especiais, com uma classificação como se de um rali se tratasse, e no fim do ano o Campeão teria 5, o segundo, 4, terceiro, 3,2,1…como se fosse uma PowerStage adicional. Dava ainda mais sentido às super-especiais.
Há uma coisa que vos garanto que tudo tentaria para concretizar: reeditar os 56,5 Km do troço de Arganil, o que foi disputado entre 1983 e 1986, mesmo que boa parte já esteja em asfalto…










