Por Nuno Branco
Chegam de Salamonde, Rio Caldo, Penedo e de outros lugares da vizinhança. O ponto de encontro é em Louredo da Ribeira, um dos locais de passagem da caravana do Rali de Portugal durante a disputa do troço de Vieira do Minho. É ali, com o Gerês em fundo e embalados pelo som da água que jorra dos rochedos que um grupo composto por dezenas de amigos, homens e mulheres de todas as idades cumpre a tradição de subir a serra em romagem para um dia de festa enquanto os carros do WRC desafiam o cronómetro.
São perto de 40, mas levam comida para 400. O convívio dura um dia, mas precisariam de uma semana para esgotar o stock de bebidas. A carne de porco bísaro a ganhar cor em cima das brasas perfuma o local enquanto uma panela de ferro apura o sabor dos 50 litros de sopa. A quem aparece sem ser convidado, não é negada uma tijela de sopa, um pedaço de carne ou um trago de vinho verde. Apercebendo-se de que o pai do penta campeão do mundo Sébastien Ogier repousava a meia dúzia de metros, aguardando o início da segunda passagem pela classificativa, Dona Prazeres, a relações públicas do grupo e autora de um arroz de frango “pica-no-chão” do outro mundo, apressa-se a convidar o senhor François para se juntar à festa.
Minutos depois, ali estava o pai do piloto da M-Sport (na foto, de t-shirt azul e boné cinzento) a degustar os néctares do Minho e a confirmar, na primeira pessoa, a forma de receber da sua gente…










