Lançado em 2018 por Deborah Mayer, o projeto Iron Dames rapidamente se tornou uma força ‘revolucionária’ no automobilismo. Como uma equipa exclusivamente feminina, as Iron Dames não só quebraram barreiras, mas também fizeram história no mundo das corridas de resistência. Entre as suas conquistas, destaca-se a vitória épica no WEC 2023, quando se tornaram a primeira formação feminina a cruzar a linha de chegada em primeiro lugar na sua categoria, a LMGTE.
Agora, prometem desafiar e transformar os limites do desporto, e para isso rumam também aos ralis, num caminho que começou a ser trilhado por Pat Moss-Carlsson, com Michéle Mouton a colocar as senhoras nos píncaros da modalidade, o que não voltou a suceder depois dela.
Recordando um pouco o percurso de Pat Moss-Carlsson, a irmã mais nova de Stirling Moss foi campeã europeia cinco vezes (1958, 1960, 1962, 1964 e 1965) enquanto Michéle Mouton dispensa apresentações. Atualmente há mulheres a correr, mas ao mais alto nível há muito que não se veem.
Mas as Iron Dames vão tentar fazer nos ralis o que há muito fazem nas pistas: numa parceria com a Sarrazin Motorsport, vão ter uma equipa totalmente feminina no WRC2 em 2025. Sarah Rumeau e Julie Amblard serão as representantes, aos comandos de um Citroën C3 Rally2 em sete provas, começando já no Rali de Monte Carlo.
Em 2024, Rumeau e Amblard competiram no Campeonato Francês de Ralis, alcançando quinto lugar no asfalto e sexto na terra, o melhor desempenho feminino desde Michèle Mouton, em 1979.
FOTO Sarrazin MotorSport











