A FIA está preocupada com a cada vez menor participação de pilotos privados nas provas do WRC, e por isso surgiu com uma ideia, que no entanto é um pouco estranha. Temendo que o facto dos atuais WRC possam ser demasiado rápidos, a FIA pondera diminuir o restritor do turbo de 36 mm para 34 mm, recolocando dessa forma a potência ao nível dos anteriores WRC. Ou seja, os privados teriam os custos (que não seriam muito mais baixos) mas não teriam o ‘gozo’…
Não acreditamos que qualquer piloto, mesmo privado, que já tenha guiado WRC, tenha receio de pilotar os novos carros. Simplesmente, e muito naturalmente, fá-lo-iam mais devagar, aliás como já sucedia com os anteriores WRC.
O problema é muito mais vasto que isso, e são essencialmente os custos. A FIA tem uma enorme dificuldade em controlar custos, e com os atuais valores dos WRC17’ será muito difícil ter pilotos privados. Veja-se o caso de Nasser al-Attiyah, e mesmo sendo verdade que o Qatar está com alguns problemas devido a sanções, dinheiro nunca foi o problema de Attiyah. Mas mesmo ele não conseguiu colocar de pé um projeto para um quarto Toyota, como chegou a ser negociado.
Mads Ostberg teve que esperar por um convite da Citroën, para correr, Martin Prokop nem quer ouvir falar do WRC, foi para o Dakar e por lá deve ficar, Lorenzo Bertille tem sido pouco visto, e dinheiro é coisa que também não lhe falta, Yazeed Al Rahji vai estar em Portugal, mas com um WRC16, que hoje em dia ficam bem mais em ‘conta’, mesmo para um saudita.
Em resumo, é muito bom para a FIA e para o WRC esta nova era de World Rally Cars, mas isso também significou colocar a disciplina a um patamar praticamente inacessível a privados.
Talvez se pudesse existir um competição bem pensada, que pudesse ficar em termos competitivos entre o WRC2 e o WRC, com WRC até 2016. Poderia ‘vingar’, pois seria garantido que algumas vezes estes pilotos iriam fazer bons resultados à geral, no meio dos WRC que se atrasassem mais (o que sucede quase sempre) ou então encontrar uma forma dos WRC17 serem bem mais baratos, o que já nos parece mais difícil. Ter os mesmos custos e apenas um restritor mais pequeno parece-nos que não irá resultar.









