Definiu como objetivo angariar 40 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, mas conseguiu fazer ainda melhor do que isso nas três especiais da tarde. Além dos 34,6s com que saiu do parque de assistência, Bernardo Sousa somou-lhes mais 18,9s, estabelecendo desse modo a diferença para o britânico Osian Pryce nuns impressionantes 53,5s tendo em conta as “condições difíceis” que descreveu:
“Subi um bocadinho, mas a parte da tarde foi muito dificil. No primeiro troço [PEC13] estivemos bem, mas no seguinte havia muito nevoeiro e com isso ficámos um bocadinho preocupados. Nestas condições, o Pryce ‘deu-me’ três segundos. Como a margem era boa não queria comprometer o resultado, mas ao mesmo tempo se reduzisse em demasia o ritmo poderia ficar numa situação difícil e deixá-lo passar para a frente. Podia haver uma ou outra aberta, mas estava muito difícil. Depois, no troço seguinte, eu disse ‘bora’, e no último já fui a controlar.”
Apesar de ter sofrido “um toquezinho aqui, um toquezinho ali, por baixo”, a resistência do Ford Fiesta R2 surpreendeu Bernardo: “O carro aguenta mais do que parece”, contou ao AutoSport.
A estratégia para amanhã é “ir com cuidado”, avança: “50 segundos em 70 km, perder tanto é muito difícil. As primeiras passagens ainda serão cumpridas em boas condições. A classificativa de Vieira do Minho é que será mais difícil. Já em Fafe penso que não haverá problema, mas é preciso ter cabeça. Ali até posso ir mais controlado, porque sei onde estão as manhas”, concluiu o piloto madeirense, que se encontra ainda à frente de Max Vatanen (filho de Ari), atual terceiro classificado.










