Hyundai fecha Rali do Japão com três carros no fim e um top-5 no último rali de asfalto do WRC 2026
“Ter três carros à chegada, sem problemas, é um sinal positivo para nós, mesmo que o desempenho não tenha sido aquele que pretendíamos.” Foi desta forma que Andrew Wheatley, diretor desportivo da Hyundai Motorsport no WRC, resumiu a participação da equipa no Rali do Japão, última prova de asfalto da temporada de 2026, concluída com Adrien Fourmaux no quinto lugar, Thierry Neuville em sexto e Hayden Paddon em sétimo.
Num fim de semana marcado por temperaturas elevadas e dificuldades transversais em extrair rendimento do composto duro, a formação sul-coreana conseguiu colocar os três Hyundai i20 N Rally1 no final da prova japonesa, somando pontos e encerrando a fase de asfalto do campeonato com um resultado coletivo sólido, ainda que aquém das ambições assumidas à partida. Depois do Rali de Portugal, que venceram, a ambição era maior, mas a realidade tratou de “lhes cair em cima”. A parte boa? A partir daqui só há provas de terra e em 2027, novos carros…
Calor e falta de aderência condicionaram rendimento
A Hyundai mostrou-se competitiva apenas em momentos pontuais, sobretudo na sexta-feira de manhã, quando a chuva da noite anterior deixou as classificativas húmidas e permitiu aos seus pilotos aproximarem-se dos rivais.
Com a subida das temperaturas e a transição para pneus duros, contudo, os três carros passaram a revelar dificuldades persistentes ao nível da aderência do eixo dianteiro e do equilíbrio geral.
Ainda assim, a estrutura conseguiu limitar perdas e construir um desfecho sem incidentes de relevo. Fourmaux foi o melhor representante da equipa, terminando no top-5, enquanto Neuville e Paddon fecharam logo atrás, assegurando uma presença conjunta entre os sete primeiros classificados.
Wheatley sublinhou que o resultado deve ser lido tanto pela fiabilidade como pela perspetiva de futuro. “Agora podemos virar-nos para a frente e olhar para a oportunidade de regressar, na segunda metade da temporada, aos ralis de terra, onde o nosso objetivo é lutar regularmente pelos pódios numa superfície que se adapta melhor ao nosso carro”, afirmou.
Hyundai encerra ciclo de asfalto com foco na terra
O responsável britânico considerou ainda que o Rali do Japão assinalou o fim de um ciclo técnico importante para os Rally1 em asfalto. Segundo Wheatley, apesar de a exibição não ter correspondido ao nível desejado, a equipa valoriza o facto de ter terminado a prova sem problemas e de poder agora recentrar-se numa fase do campeonato teoricamente mais favorável.
Pilotos destacam dificuldades e evolução
Sobre o quinto lugar final, Adrien Fourmaux admitiu frustração com a competitividade demonstrada pela equipa. O francês afirmou: “O quinto lugar não é, obviamente, onde queria estar. Queria lutar com os Toyota este fim de semana.”
Já Thierry Neuville reconheceu os limites sentidos ao longo da prova e apontou a terra como ponto de viragem possível. O belga declarou: “Estive sempre no limite da dianteira do carro e estou desapontado por não ter conseguido encontrar melhorias na afinação.”
Por seu lado, Hayden Paddon valorizou a progressão conseguida ao longo do fim de semana. O neozelandês resumiu: “No fim, o sétimo lugar era provavelmente o máximo que poderíamos ter alcançado.”
Com a ronda japonesa concluída, a Hyundai Motorsport entra agora na segunda metade da época com o objetivo assumido de recuperar terreno no Mundial em pisos de terra, superfície onde acredita poder apresentar argumentos mais consistentes na luta pelos lugares do pódio.












