Num guião digno dos mais emocionantes thrillers de Hollywood, o destino do Campeonato do Mundo de Ralis foi reescrito nas últimas curvas de uma prova que parecia já ter um vencedor anunciado.
O Clímax Inesperado do Rali
Com o pó a assentar e os ponteiros do relógio a correr, Oliver Solberg, ao volante do seu Toyota GR Yaris Rally1, estava a desenhar uma obra-prima. Cada parcial era um golpe de génio, cada décimos de segundo arrancado a Elfyn Evans (também num Toyota GR Yaris Rally1) cimentava a sua ascensão ao trono mundial. A glória estava à vista, o champanhe já se arrefecia nos festejos antecipados da família Solberg. A narrativa estava escrita: o jovem prodígio sueco seria o novo campeão.
Mas o rali, tal como a vida, adora um bom ‘twist’. Apenas a duas curvas do controlo final, onde a vitória e o título aguardavam, a tragédia em câmara lenta aconteceu. Uma fração de segundo, uma derrapagem fatídica, e o Toyota de Solberg saiu em frente, num momento que congelou o tempo e o coração dos espetadores. O prejuízo foi mínimo em termos de danos, mas colossal em segundos perdidos. Segundos que, num desporto onde milésimos contam, foram suficientes para rasgar o guião.
A reviravolta do destino
E assim, o destino pregou uma partida cruel a Solberg, e uma benção que já era inesperada a Elfyn Evans. O mesmo Evans que, por mais do que uma vez, viu o título escorregar-lhe por entre os dedos, provou agora do sabor doce da sorte. Desta vez, o capricho do acaso jogou a seu favor. Era a sua vez.
É um campeão merecido, sem dúvida, tal como Solberg teria sido pela exibição espantosa que protagonizou. Mas os ralis, como bem sabemos, só terminam no controlo final. E o erro, aquele erro solitário do sueco, mudou a narrativa, transformando a euforia em silêncio. Uma lição intemporal, sussurrada pelos ecos dos motores: nunca é sensato atirar foguetes antes da festa. É verdade, Oliver solberg ganhou o rali, mas perdeu o campeonato. Quase nos esquecemos que o sueco recolocou o carro na estrada e ganhou a prova…













Bem… ralis é assim – faz lembrar um pouco o Sainz na Inglaterra!
Bem merecido por motivos referidos no artigo e não só… mas acima de tudo, ’tou felicíssimo como britânico por ele: imagino o stress e a seguir o alívio que deve ter sido! (É nestas ocasiões que justificam o salário…)
O País de Gales historicamente foi o “berço” da Inglaterra, por isso os ingleses estão contentes também… só p’ra esclarecer alguns!
Condolências ao Solberg.
… mas as declarações da mãe do Solberg no final é O exemplo de comportamento que se deve ter nestas situações no desporto! (No futebol isso não existe…)