A vaga de furos e o desgaste anormal dos pneus registados na sexta-feira do Rali do Paraguai resultaram da combinação entre uma etapa particularmente longa e um piso excecionalmente abrasivo. As chuvas anteriores removeram a areia e a argila, deixando superfícies compactas, semelhantes ao asfalto, que elevaram o calor e a exigência mecânica.
As temperaturas dos pneus duros ultrapassaram os 130 °C e chegaram aos 160 °C, provocando bolhas e levando o composto para fora da sua janela de funcionamento. A escolha de uma borracha relativamente macia, validada noutras provas, revelou-se inadequada para as condições específicas encontradas no Paraguai.
Com o Rali do Chile marcado para daqui a duas semanas, a FIA, o promotor e a Hankook vão avaliar possíveis medidas de mitigação. No entanto, os problemas são considerados localizados e, por não se terem repetido noutros ralis, não está prevista, para já, a adoção de medidas urgentes.










