No final da terceira prova do Mundial de Ralis deste ano já se percebeu que o título de pilotos dificilmente fugirá a Sébastien Ogier, que chega à Argentina com 34 pontos de vantagem sobre Andreas Mikkelsen, ganhos à custa de três vitórias em três possíveis. Isso poderá fazer com que o campeão do Mundo opte por uma estratégia mais ‘comedida’ sobretudo se verificar que ser obrigado a ‘limpar’ a estrada lhe está a roubar demasiados segundos. Caso isso não aconteça, Ogier será mesmo o ‘alvo’ principal de Andreas Mikkelsen e Jari-Matti Latvala, apontados como as ‘ameaças’ mais perigosas para o líder do campeonato que, qualquer que seja o resultado, sairá ainda sempre no comando do campeonato da Argentina (tem 34 pontos de vantagem sobre Mikkelsen que é segundo e 62 sobre Latvala que é apenas sétimo):
“Nunca venci o Rali da Argentina, e gostaria obviamente de estar no lugar mais alto do pódio aqui pela primeira vez. A atmosfera é excelente. Os sul-americanos adoram o seu desporto motorizado. É o rali no qual se pode cheirar os churrascos dos adeptos quando se está nas especiais. Disseram-me que a França chegou ao nível da Finlândia em número de triunfos graças à minha vitória no Rali do México. O objetivo é agora, obviamente, passar para a liderança! Contudo, vimos nos últimos ralis que a oposição da Hyundai e da Citroen está a aproximar-se e a lutar pela vitória connosco. Comparando com o México, a estrada do Rali da Argentina não é tão agressiva para os pneus, e as temperaturas são muito mais baixas. Normalmente usaríamos todos os compostos mais macios. É improvável vermos quaisquer jogos técnicos como no México, quando optámos por cruzar os pneus duros e macios”.








