Sébastien Ogier foi o primeiro dos pilotos da Volkswagen a testar para o Rali de Portugal e o AutoSport foi falar com o bicampeão do Mundo em Viana do Castelo. O francês rodou com o Volkswagen Polo R WRC na zona de Paredes de Coura, na terça-feira, e ontem esteve em Viana do Castelo, no mesmo troço onde a Hyundai testou há poucas semanas. E a julgar pelo andamento espectacular de Ogier, o líder do Mundial é mesmo um fortíssimo candidato a nova vitória em Portugal.
Fique com um excerto de uma extensa entrevista que poderá ler na próxima edição do AutoSport, em papel ou na nova edição digital.
AutoSport: Sébastien, normalmente és muito rápido em Portugal e não há nenhum rali que tenhas ganho tantas vezes como este, com quatro vitórias. Inclusive foi aqui que ganhaste a tua primeira prova no WRC, em 2010 na altura com a Citroën. Isso dá-te outra confiança ou a mudança de local vai equilibrar as coisas?
Sim, é verdade que tenho muito boas memórias de Portugal e gosto de vir aqui porque é um sítio onde sempre tive sucesso. Mas este rali vai ser completamente diferente. Será algo novo para todos e a única parte que conhecemos é o troço de Fafe, que eu fiz o ano passado e que outros fizeram dois anos seguidos. É um desafio novo. Será diferente do Sul porque os pisos são mesmo muito diferentes, muito mais macios. Nós estamos a contar com condições difíceis nas segundas passagens, onde os troços devem estar muito danificados, ao contrário do que acontecia no Sul onde o piso era mais duro.
Até ao momento foi isso que notámos nestes dois dias de testes, mas depois teremos de esperar pelos reconhecimentos para perceber exatamente quais serão as condições.
Neste momento, tens a desvantagem de abrir a estrada devido à regra em torno do líder do Mundial. Ainda assim, continuas a ganhar e a ser muito competitivo logo desde o início. Qual é o segredo?
Não há um segredo, a única estratégia é atacar ao máximo e tentar compensar essa desvantagem com a nossa rapidez. Até ao momento não nos tem corrido mal, conseguimos fazer bons tempos nas primeiras passagens mas sabemos que em alguns ralis será realmente impossível compensarmos essa desvantagem. A minha abordagem é ganhar o máximo de tempo possível logo desde o primeiro quilómetro e o Rali de Portugal não vai ser diferente.
Portanto, a tua abordagem não muda…
Sim, mas tudo também vai depender da meteorologia porque, por exemplo, nos últimos tempos tem chovido imenso aqui no Norte. Se isso acontecer no rali pode transformar-se numa vantagem para nós, ao sermos os primeiros na estrada. Temos de esperar. Neste momento não posso pensar demasiado no assunto, vamos esperar e ver.
Leia a entrevista na íntegra na próxima edição do AutoSport, em papel ou na nova edição digital.







