Como as coisas estão atualmente o comandante do Mundial será sempre penalizado nas provas em pisos de terra, pelo menos durante a primeira etapa, onde o homem que abre a estrada é certamente prejudicado pois ‘limpa’ o troço, tornando-o mais menos penalizante para quem roda mais atrás. Quanto mais atrás (no caso dos WRC, excluí-se os S2000 e Grupo N) se roda, melhor a estrada estará, mas a mais forte penalização é claramente para o primeiro piloto e ainda um pouco para o segundo. A partir daí é sempre a melhorar: “Não há qualquer razão para penalizar o piloto que lidera o campeonato. O que eu pretendo é que a corrida seja disputada entre os pilotos mais rápidos e para isso, há que lhes proporcionar condições semelhantes.” Lê-se na peça.
Candeia que vai à frente..não alumia duas vezes
Na verdade, nos quatro ralis até aqui disputados, muitas vezes houve jogadas táticas dos pilotos, pois nenhum pretendia abrir a estrada no segundo e terceiro dia de prova. Para comprovar que, em rali de neve e terra, ser o primeiro na estrada é complicado (nuns ralis mais do que outros) no Rali da Suécia Loeb era nono a 2m48.4s do líder (teve alguns problemas mecânicos), na segunda prova, em que passou a ser Mikko Hirvonen a abrir a estrada, o finlandês era apenas terceiro a 1m22.2s do líder. Em Portugal, Hirvonen surpreendeu tudo e todos ao realizar um bom tempo na especial de Santa Clara, mesmo sendo o primeiro na estrada (o que revela não serem tão penalizantes os troços portugueses), mas no final do dia só as táticas permitiram que estivesse somente a 11.5s de Jari Matti Latvala. Por fim, na Jordânia, e já com Sébastien Loeb no comando do campeonato, o piloto francês era segundo a 31.6s de Sébastien Ogier. Em resumo, nunca um piloto a abrir a estrada comandava o rali no final do primeiro dia de prova.








