Rui Madeira era o rosto da desolação à chegada ao Estádio Algarve, depois do que lhe sucedeu no derradeiro troço da prova reservada aos concorrentes do Campenato Nacional de Ralis. Depois de ter entrado para a última especial com 25.8s de avanço para Pedro Meireles, o piloto de Almada viu o seu Ford Fiesta R5 entrar em modo de segurança a meio do troço, retirando-lhe toda e qualquer hipótese de vencer: “O carro entrou em modo de segurança, não sabemos muito bem o que terá acontecido. Já estou habituado, quando parece estar tudo a correr bem, de repente há algo que corre mal”, referiu o piloto, bastante agastado com a situação. Na verdade, depois de ter construído uma vantagem troço a troço, que foi sempre aumentando, a cada especial realizada, acontecer uma coisa destas na derradeira especial, quando nada havia a fazer por parte dos adversários para recuperar o tempo perdido, acontece um problema que ainda por cima não é habitual. É demasiado frustrante, mas não apaga tudo o que de bom o piloto fez durante a prova. Este é daqueles casos que o desfecho ‘diz’ uma coisa, mas se houvesse justiça – que todos sabermos não existir em ralis, pois qualquer coisa pode acontecer a qualquer momento – Rui Madeira seria o vencedor desta prova.








