Quase todos os ralis do Mundial primam pela repetição de troços para poupar custos. Contra isso mesmo insurgiu-se o consagrado Phil Mills, navegador de Petter Solberg: “O Mundial precisa de troços novos, pois estes são a chave para avaliar a ‘performance’ dos pilotos. É difícil, hoje em dia, um jovem piloto sobressair porque a sua prestação é sempre obscurecida pela experiência acumulada dos outros pilotos. O Petter e eu ganhámos os ralis do Japão e da Sardenha a primeira vez que se disputaram. E tenho a certeza que, na altura, as notas fizeram toda a diferença. Mas uma coisa é tirar notas precisas e outra é fazer com que o piloto acredite nelas de olhos fechados”. Por isso, Mills defende que “a única maneira dos pilotos não se guiarem pela experiência visual é trazer ao Mundial novos ralis com novos troços”.
Seguindo esta filosofia foi também interessante ouvir a perspectiva de Mills sobre o acidente de Loeb: “Num troço novo para toda a gente, ele disse que ia ainda a alterar algumas as notas para a segunda passagem, o que revela que não estava confiante com as da primeira. E se calhar isso fez e faz toda isso fez toda a diferença entre terminar o troço dentro ou fora da estrada…”. Em nome da emoção, venham mais ralis novos e novas classificativas.











