Numa altura em que faltam pouco mais de seis horas para o Rali Vinho Madeira ir para a estrada, Paulo Fontes, Presidente da Comissão Organizadora do Rali Vinho Madeira está naturalmente ansioso para que tudo decorra dentro das expectativas.
A prova madeirense deixa, ano após ano, um legado difícil de suplantar, pois a cada ano que passa, a “colheita” é melhor. Não é fácil, mas há sempre espaço para a introdução de melhorias.
AutoSport: O que espera desta edição do Rali Vinho Madeira?
Paulo Fontes: «Essencialmente, que ela corresponda na estrada àquilo que dela esperamos. Temos uma excelente lista de inscritos e um parque automóvel de qualidade, com nove dos 11 primeiros classificados do Campeonato da Europa, os três primeiros do Intercontinental Rally Challenge, os quatro primeiros do Campeonato Nacional e ainda os dez primeiros do Campeonato da Madeira, juntando os novos Super 2000 e bons carros de Grupo N. Estamos, por isso, à espera dum rali extremamente competitivo e equilibrado, que tenha alternância de comandante e que seja disputado ao segundo, para que exista emotividade e competitividade até ao final, de forma a oferecer um bom espectáculo aos amantes do desporto automóvel da Madeira, que são muitos.»
AS: Este rali é apontado por muitos como um dos mais competitivos do ano. Essa é uma alegria para a Organização?
PF: De facto, não podemos ser humildes nem modestos ao não querer reconhecer isso. Temos sempre sido referenciados como um dos ralis que maior projecção oferece, num ambiente que lhe dá características muito especiais e que o torna diferente dos outros. É muito gratificante para uma Organização ouvir isso. Existem sempre muito pilotos que fazem questão de estar no Rali Vinho Madeira, que é um evento de grande qualidade e muito apreciado. Os pilotos têm um carinho especial por ele e é por isso que não temos pilotos convidados. Ano a ano, e com grande surpresa para nós, vemos que os pilotos querem estar neste rali. E todos aqueles que já cá estiveram querem voltar. Há uma mística em torno do Rali Vinho Madeira que muito nos apraz registar.»
AS: «Torna-se difícil organizar uma prova que tem sempre bons relatórios?
PF: Toda a gente que é alvo de uma avaliação sabe como é difícil evoluir depois de atingir certo patamar. Procurar inovar e motivar as pessoas para manter esse patamar são o grande objectivo. Habituamos os observadores a inovar permanentemente e temos que continuar com essa característica para podermos manter esse estatuto. Para isso, é também necessário um contínuo investimento em meios humanos e de equipamento.»









