O Rali de Viana de Castelo deve mesmo ter sido o fim de uma era nos ralis portugueses, em que tanto se legislou, que se acabou por confundir muito mais algo que sempre foi muito simples na história dos ralis: uma prova tinha X inscritos, e no final havia um que suplantava todos os outros, independentemente de Grupos, Classes, troféu, provas extra, ou o que quer que fosse.
Chegou-se a um ponto em que era quase preciso um curso superior para perceber alguma coisa das classificações dos ralis e se é verdade e faz sentido que esses Grupos, Classes e troféus existam, porque essas competições laterais também valorizam a competição e permitem que haja vários ralis dentro do mesmo rali, não haver um piloto que sobe ao pódio porque foi o mais rápido que os outros todos é algo que o público menos conhecedor não entende nem nunca entenderá.
Por isso, parece que vem aí o ‘Rali único’. Ainda bem. Foi como os ralis nasceram, cresceram e se fizeram ‘homens’. Nunca ninguém se ‘ralou’ muito a existência de grupos e classes lá no meio, ao fim ao cabo não “nascemos todos iguais”, na história dos ralis até se inventaram títulos que para muitos tinham o mesmo interesse do vencedor à geral, que era o melhor português no Rali de Portugal.
Neste último Rali de Viana do Castelo não houve no regulamento a figura do ‘vencedor à geral’. Esperemos que seja a última vez. Devia haver sempre, e dessa classificação extraiam-se todos os vencedores das competições existentes.
É assim no Mundial Ralis há 50 anos, é assim que devia ter sido sempre. Percebemos o porquê de se ter feito, mas não era necessário…
Percebemos também, aqui no AutoSport que as diversas competições existem, grupos, classes, troféus e têm que ser acarinhadas. É o que fazemos. Dentro nas nossas possibilidades, separamos o que existem e tem relevância, para que todas elas possam ter a maior atenção possível.
Por isso é que, por exemplo no Rali de Portugal, para nós não existe um evento, mas sim vários, e ‘tratamos’ as competições como se não existissem mais nada nesse fim de semana. O CPR tem a mesma atenção que teria se estivesse ‘sozinho’, o mesmo se passando com a Peugeot Rally Cup Ibérica e a Toyota Gazoo Racing Iberian Cup. Para não falar do WRC, WRC2, WRC, etc…
É assim que deve ser e é assim que fazemos. Vamos ver o que nos traz a nova regulamentação…










