Por um lado é desagradável que se esteja a ver pilotos a ‘pagar’ pelo que estão a fazer mal os políticos da Rússia e Bielorússia, mas esse é um mal menor perante o que todos assistimos atónitos todos os dias. Até porque, como já vimos com um ginasta russo, há quem ache bem e o demonstre, por isso não podemos deixar de fazer toda a pressão possível e imaginária para que tudo aquilo termine o mais rapidamente possível e possamos voltar a viver com alguma normalidade, coisa que dificilmente os ucranianos conseguirão, pelo menos nos anos mais próximos.
É verdade que o desporto não se deve misturar com a política mas o que se passa atualmente vai muito, mas mesmo muito para lá disso, e há mesmo o risco do mundo como o conhecemos, acabar.
Portanto, dentro da normalidade possível, temos é que esperar que seja possível resolver aquilo e não deixar pedra sobre pedra quanto às sanções.
Não sei se os pilotos russos que já retiraram inscrições, que seja nos ralis ou no WEC, o que estes pensam do que se está a passar, mas há pelo menos um desportista russo não deixou dúvidas a ninguém: Alexey Lukyanuk disse que enquanto houver gente a morrer na Ucrânia, não faz mais ralis. ‘Este’ russo, é da fibra que já bem conhecemos nos desportos motorizados e é tão corajoso nos troços como fora deles.
De resto, o mundo do desporto tem-se unido contra a Rússia, e foram muitos os que atuaram nesse sentido. Na prática, a Rússia fica afastada de todos os desportos.
Até a Electronic Arts, ‘dona’ do jogo de vídeo de futebol da FIFA, retirou a Rússia do jogo.
Nada disto é decisivo para o que vive atualmente o povo ucraniano, mas ajuda…










