O Palmarés do Rali das Camélias
Carlos Fernandes e Rui Madeira têm dividido entre si os triunfos no Rali das Camélias nos últimos cinco anos, mas essa lista remonta há bem mais do que 60 anos, embora com um longa interrupção pelo meio, e com este palmarés a referir apenas a partir do arranque do Nacional de Ralis em 1966, pois é muito difícil conseguir registos precisos anteriores a essa data. Nesse contexto, o palmarés é claramente liderado de forma isolada por Mário Silva, que detém sete troféus conquistados entre as décadas de 70 e 90.
Com a vitória alcançada na temporada de 2025, Carlos Fernandes junta-se ao restrito grupo de pilotos com mais do que um triunfo na competição. O piloto, que já havia vencido em 2024, integra agora a lista de vencedores num período dos ralis “extra-campeonatos” da prova, que vigora desde 2018.
O domínio histórico de Mário Silva e Joaquim Santos
A análise retrospetiva dos registos oficiais revela a hegemonia de Mário Silva. Com sete triunfos no currículo (1976, 1977, 1978, 1980, 1981, 1993 e 1994), Mário Silva permanece como a figura cimeira da prova. O seu percurso atravessou diferentes eras, incluindo o período em que a competição se focou exclusivamente no Nacional de Clássicos, entre 1993 e 1995.
Logo abaixo na tabela de honra surge Joaquim Santos, com quatro triunfos conquistados em dois biénios distintos (1982-1983 e 1989-1990). Santos é recordado pela consistência numa das épocas mais competitivas do automobilismo português.
Figuras de proa: de Américo Nunes a Rui Madeira
No patamar dos tetra vencedores, destaca-se Américo Nunes: dominou o final da década de 60 e o início de 70, com quatro triunfos consecutivo (1968, 1969, 1970 e 1971).
Com três triunfos está Rui Madeira, piloto que marcou o regresso das grandes glórias recentes, ao vencer as edições de 2021, 2022 e 2023, antes da ascensão de Carlos Fernandes, que venceu em 2024 e 2025.
Evolução dos formatos competitivos
A história desta competição é também uma crónica da evolução regulamentar da Federação. O período compreendido entre 1993 e 1995 ficou marcado pela transição para o Nacional de Clássicos, onde, além de Mário Silva, duas vitórias, também Fernando Silva (1995) inscreveu o seu nome na galeria de vencedores.
Já a partir de 2018, a prova regressou mas como “extra-campeonatos”. Neste ciclo recente, Paulo Neto inaugurou a lista de vencedores (2018), seguido por Pedro Clarimundo (2019), antes do domínio imposto por Rui Madeira e, agora, por Carlos Fernandes.

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