Nos últimos seis anos, 15 pilotos diferentes correram nos Clássicos de Ralis. Sete deles fizeram-no apenas num ano e a maioria fez apenas algumas provas. Tendo em conta que houve uma pandemia, somente dois pilotos, Nuno Mateus e Luís Mota apenas ‘faltaram’ um ano, estando presentes em todos os outros, e têm sido eles que levam às costas o Campeonato de Clássicos. Este ano não é exceção.
É a realidade atual de uma disciplina que no passado era muito forte em Portugal, mas aparentemente deixou de o ser porque os ‘verdadeiros’ Clássicos, carros com mais de 30 anos, passaram a ter a companhia de, chamemos-lhes, ‘Classic Noveaux’….
O problema e não é falta de carros, basta ver o que se passa no Rali das Camélias, no RallySpirit, no Luso-Bussaco, e não só. Não há muito tempo, Cipriano Antunes explicou-nos qual era o problema…
Há dois anos, Cipriano Antunes, explicou-nos, o ‘problema’. Desde 2014 que dá um colorido diferente aos ralis em Portugal com o seu mítico Audi Quattro, e aos 75 anos, ainda tem feito três provas por ano, e esta temporada estará no Rali Vidreiro.
Na altura, Cipriano Antunes mostrava-se muito desgostoso pelo caminho que os Clássicos têm levado em Portugal: “Os Clássicos deixaram de ser Clássicos a partir da altura em que permitiram carros até ao ano 2000”, começou por dizer Cipriano Antunes, convicto da existência de muitos ‘verdadeiros’ Clássicos de Ralis em Portugal, mas que não aparecem, porque estariam a competir com carros que aos olhos da FIA não são Clássicos.
Cipriano Antunes falava de carros de Grupo N com caixas sequenciais, mecânicas altamente evoluídas a concorrerem com carros de 30 e 40 anos como é o mau caso…” explicou acrescentando que “houve quem abandonasse os Clássicos porque deixaram de ter hipóteses de concorrer com essa nova elite que apareceu nos Clássicos” (..) “ e eu penso que a federação devia tomar opções, ou cria uma categoria Pré-Clássicos, seja o que for, para ter cá os Mitsubishi a correr, e se possa ter um Campeonato de Clássicos à séria, porque segundo eu sei, Clássicos para serem Clássicos têm de ter mais de 30 anos, e se for assim certamente encontra-se um grupo de pessoas interessadas em participar num Campeonato Nacional de Clássicos…”, disse.
As coisas continuam exatamente na mesma, e este ano, nos Clássicos, quatro concorrentes, os dois do ‘costume’ a lutar pelo título: José Merceano e Luís Mota estão empatados com 95 pontos, nenhum deles atira pontos fora, ambos já têm dois abandonos pelo que tudo o que vier à rede é peixe nas últimas duas provas no Vidreiro e em Águeda.










